CRÔNICA: ESSA NÃO É UMA CARTA DE MOTIVAÇÃO

Alice Trindade

  • Qual é o sentido da vida?
  • O que fazer com essa dádiva?
  • Afinal, por que estamos aqui?


Essas são perguntas que são de interesse para nós seres humanos, mas por que será que nem todos realmente estão preparados para as respostas dessas questões? 

Por que existem pessoas que não veem a beleza nos detalhes, na paz de uma caminhada ao anoitecer, na conversa paralela em uma roda de estranhos? Por que alguns não admiram o prazer de mergulhar numa liberdade recém adquirida, de viver outras experiências e conhecer uma nova versão de si mesmo? Por quê?

A resposta para essa pergunta é o eu. Em uma sociedade cada vez mais materialista e individualista, momentos se tornaram perda de tempo, perda de dinheiro. Poucos são os que genuinamente colecionam vivências da vida, poucos são os contadores de histórias que sobraram para falar sobre a vida.

Vivemos em um mundo onde tudo se resume à tecnologia e inovação. É claro que a tecnologia trouxe benefícios, ela revolucionou a forma como nos comunicamos. Mas e a maneira como nós interagimos? Será que estar sempre conectado a uma rede de milhares de perfis significa estar acompanhado?

O hoje começa agora. O amanhã em algum momento chegará. Mas e se isso não acontecer? Você está preparado para isso? Você tem convicção que viveu tudo o que era possível, com um total zero de arrependimentos?

A resposta é não.


Imagem de destaque: reprodução / banco de imagens – Freepik

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