CRÔNICA: A SAUDADE

Maiara Maia

Um dia perguntaram-me qual era minha palavra favorita no mundo. Pensei, pensei e, pega de surpresa, não consegui encontrar nenhuma que fizesse tanto sentido naquele momento.


Mas hoje, pensando em você, eu encontrei.


A palavra mais bonita do mundo só existe na língua portuguesa: saudade.

Saudade
substantivo feminino
1. sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas.

Esse pode até ser o significado do dicionário, mas verdadeiramente, não tem nada que explique esse sentimento. Saudade é saudade. 

Aliás, sinto saudade. 

Saudade do seu jeito desengonçado e único, saudade dos seus cabelos pretos e da sua risada, saudade de receber suas mensagens inesperadas e daquela animação que só você tinha. Saudade de te ver, de compartilhar a vida com você. 

“Vamos viver, um dia todos vamos morrer”, você me dizia. E você estava certa. Mas tão próximo? 

Dizem que saudade passa, mas será que passa mesmo? Queria que você fosse uma daquelas saudades que a gente consegue matar, tipo ir a um lugar que há tempos não ia ou comer aquela comida que um dia já foi a preferida. 

Acho que me apeguei tanto a essa palavra porque passei a conviver com ela todos os dias desde que você se foi.

Ouvi uma vez que a gente só sente saudade do que foi especial. E sabe de uma coisa? Te conhecer foi mesmo especial. Cruzar seu caminho me levou a aprender coisas que eu jamais aprenderia, me levou a enxergar que a vida é carregada de saudade do que um dia já foi felicidade.

E eu fui feliz com você.


Imagem de destaque: arquivo pessoal

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