Neto Lacerda e Nayara Ribeiro
As obras na Avenida 31 de Março, no bairro Colônia do Marçal, tem por objetivo deixar o trânsito mais fluído e facilitar a passagem de veículos de uma pista para a outra. Porém, desde que a construção do canteiro começou, foram registrados, pelo menos, seis acidentes na região.

Relembre
O primeiro deles aconteceu em agosto, no sábado (dia 26). Um motorista colidiu contra o canteiro, mas não se machucou.
No dia seguinte, em horários diferentes, dois carros bateram na divisória da rua. Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada para apenas um incidente de capotamento de veículo, que ocorreu à noite. Neste acidente que demandou pela presença de militares no local, a vítima já estava fora do automóvel, com um corte no queixo e sangramento. O motorista socorrido relatou que transitava na via com seu carro e não avistou a obra no meio da pista. O veículo capotou e ficou lateralizado, próximo ao meio-fio.
O quarto acidente, identificado pela reportagem, ocorreu no dia 20 de setembro, no turno da tarde. Mais uma vez, houve uma colisão entre veículo e canteiro. Diferente do último, no entanto, o carro não capotou, mas ficou com as rodas da lateral esquerda suspensas, sendo necessário um guincho para tirá-lo de cima do canteiro.
Uma semana depois, aconteceu mais um caso de capotamento: dessa vez, a luz do dia, onde o veículo ultrapassou o canteiro e ficou com as quatro rodas para cima. Uma viatura da Polícia Militar e uma ambulância estiveram no local para socorrer a vítima. No mesmo dia, já à noite, um veículo subiu com as duas rodas da frente na divisória da pista.
De dia ou de noite
É importante pontuar que os acidentes – sejam eles, os casos de capotamentos ou colisões contra o canteiro – ocorreram de dia ou de noite: a iluminação não vem sendo a principal reclamação dos motoristas que frequentam a região.
“Não é a iluminação que nos incomoda, mas a sinalização quase inexistente, como a cor do canteiro. Não tem nem pintura. Eu mesmo já quase entrei no canteiro algumas vezes, porque simplesmente não consegui distinguir onde terminava a pista e onde começava o canteiro”, comenta o vendedor de cosméticos, Carlos Miguel.
Para o Notícias del-Rei, ele conta que passa ela avenida quase todos os dias. E expõe o quê, na visão dele, é necessário”
“Precisamos que a prefeitura repense essa escolha! Nossa segurança está em jogo”, afirma Carlos.
Atualmente, as obras contam com algumas placas de sinalização, além dos cones que já estavam desde o começo. Algumas partes do canteiro tem uma leve tinta vermelha na parte superior, mas a maioria dele ainda continua sem tintura.
Sem retorno
A reportagem tentou contato com a prefeitura e com a secretária de obras para ouvir um posicionamento sobre o assunto, bem como as possíveis soluções da administração municipal em relação aos local dos frequentes acidentes.
No entanto, não houve retorno. O espaço segue aberto.
Edição: Arthur Raposo Gomes
