Redação
“Modos de vida e produção do comum“: esse é o tema geral do encontro regional de Psicologia Social que ocorrerá a partir desta quinta (dia 14), e até o sábado (dia 16), em São João del-Rei.
O evento será sediado no Campus Dom Bosco da Universidade Federal de São João del-Rei, sendo realizado pela seção regional da Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso) – Minas Gerais e Espírito Santo, com apoio da UFSJ e organizações de classe da área de Psicologia.
Ao Notícias del-Rei, o professor na UFSJ e vice-presidente regional da Abrapso, Marcelo Dalla Vecchia, analisa o impacto da atuação da Psicologia Social no cotidiano.
“A Associação Brasileira de Psicologia Social trabalha com uma psicologia social crítica que tem e mente a história de colonização do nosso país, a história de desigualdade social e estrutural que a gente vive, que acabou colocando para alguns poucos a possibilidade de ter espaços de dominação e de poder social. Já para uma imensa maioria do nosso país, condições muito degradantes de vida”, afirma.
Dentro da programação, há a previsão de mesas de discussão, minicursos e apresentação de trabalhos. Marcelo destaca que nas mesas-redondas, por exemplo, a falas de pesquisadores e profissionais da área estarão ao lado de representantes de movimentos sociais de diferentes pautas: “a gente buscou em cada um também ter ativistas: pessoas que estão ligadas ao movimento social para poder nos provocar a buscar respostas”. Entre as temáticas presentes, estão: conflitos socioambientais, o mundo do trabalho, a saúde coletiva e a pauta LGBT.
“A busca é por organizar um evento que seja representativo do conjunto da produção que a Psicologia Social tem trazido como contribuição para a psicologia brasileira como um todo”, cita.
Realidade social
Docente no curso de Psicologia na UFSJ, Marcelo reforça o papel desse tipo de iniciativa para os próprios estudantes da área.
“A Abrapso busca trazer para o estudante uma relação e uma análise mais apurada da realidade social, onde o trabalho da psicóloga e do psicólogo se inclui. A Associação ajuda, então, a criar condições para uma consciência mais ampla do compromisso social”, pontua.
Perguntado sobre as expectativas, Marcelo aponta que são as melhores possíveis, visto a alta adesão do público ao evento: “(inicialmente), era de 300 a 400 pessoas. Não imaginávamos que pudesse chegar nesse ponto: 600 pessoas pagantes”. Ele explica que boa parte desses inscritos são estudantes de graduação e pós-graduação, tendo também a previsão de participação de pesquisadores e profissionais de Psicologia que trabalham na linha de frente da profissão.
Quanto a origem desses congressistas, ele responde que há casos de diferentes regiões: “desde o norte e nordeste de Minas até o Triângulo Mineiro, (passando pelo) sul de Minas, BH e Betim (na região metropolitana), até a própria região aqui do Campo das Vertentes”, o que, para Marcelo, contribui com o aumento do impacto social do evento, que estimula a reflexão da Psicologia Social, promove o nome da Universidade e atrai um público potencial para as instâncias turísticas e econômicas da cidade.
Edição: Arthur Raposo Gomes
Imagem de destaque: Ascom / divulgação
