Gabriela Bastos Pereira
As redes sociais, no momento atual, desempenham um papel extremamente participativo no nosso cotidiano. As principais plataformas, como Instagram, TikTok e Twitter, passaram a não ser somente um ambiente de entretenimento, como também fontes muito influentes na formação de opiniões coletivas, interação entre pessoas e reprodução de informações. Porém, também é importante mostrar o outro lado da moeda, em que trouxeram preocupações a respeito de manipulações da opinião pública, à privacidade e à saúde mental. Abre-se então um questionamento: as redes sociais estão impulsionando uma conexão social ou o contrário? Promovendo maior desconexão e desinformação?
Uma das principais decorrências dessas plataformas engloba os impactos na opinião pública, gerando fenômenos como as “bolhas de informação” e a manipulação e disseminação de fake news. O G1, por meio de sua seção “Fato ou Fake”, discute as motivações por trás da criação de fake news. Enfatizando que a disseminação de informações falsas tem objetivo manipular a opinião pública, seja para ganhos políticos, financeiros ou ideológicos, ressaltando a importância de verificar as informações antes de compartilhá-las.
Vemos também, que o portal Terra destacou que 50% dos usuários de redes sociais estão preocupados com a privacidade on-line. Essa preocupação levou plataformas, como o Facebook, a modificar suas políticas para oferecer aos usuários maior controle sobre as informações compartilhadas. Mostrando que a necessidade de medidas principalmente por parte das plataformas, têm preocupado diversos brasileiros com a proteção de seus dados pessoais.
Outro aspecto de extrema importância a ser avaliado, são os efeitos na saúde mental. A Folha de S. Paulo, em entrevista com o psicólogo Jonathan Haidt, ressalta que as mídias sociais têm contribuído significativamente para a crise de saúde mental entre os jovens. Haidt aponta que o aumento do uso dessas plataformas está diretamente relacionado ao crescimento de casos de depressão e ansiedade nessa faixa etária. A busca incessante por validação através de curtidas e comentários, aliada à comparação constante com padrões de vida idealizados, tem agravado os desafios emocionais enfrentados.
O uso excessivo das redes sociais pode prejudicar também o desempenho acadêmico e profissional. Estudos mostram que mais de 40% dos usuários jovens sentem dificuldade em reduzir o tempo de uso, indicando comportamentos típicos de dependência. Um artigo publicado no Economia SP em outubro de 2024 destaca que a necessidade constante de verificar atualizações nas redes sociais pode diminuir a concentração e o foco no trabalho, resultando em atrasos e distrações que comprometem a segurança e a eficiência profissional.
Torna-se essencial promover o uso consciente e responsável. Investir em educação midiática, implementar regulamentações mais rigorosas sobre o uso de dados pessoais e exigir maior transparência das empresas são medidas de extrema necessidade para minimizar os impactos negativos. Sendo fundamental garantir que essa conexão e interação não aconteça à custa da saúde mental, da privacidade e da qualidade das informações compartilhadas.
Todos os textos opinativos publicados no portal Notícias del-Rei são identificados como tal – não refletindo, necessariamente, a opinião editorial do coletivo.
Edição: Arthur Raposo Gomes
