ARTIGO: DAMAE E SEUS DILEMAS

Rafael Alonso

De acordo com Thomas Fulher, médico orador, “enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água”. O Damae (Departamento Autônomo Municipal de Água e Esgoto de São João del-Rei) foi criado em 1967, mas o serviço de água canalizada existe há pelo menos 125 anos, sendo que 86% da cidade tem rede de água e esgoto. Mas com problemas de dívidas que dão em torno de 184 milhões de reais: R$ 102 milhões com a Cemig e R$ 82 milhões por falta de pagamento. Assim, essas dívidas fazem com que chegue a 40% de inadimplentes. Nesse sentido, a população desfruta de péssimos serviços de água e esgoto na cidade.

Toda essa situação tem desagradado o povo são-joanense, pois todos os dias vemos e escutamos pelos veículos de comunicação reclamações de que a água que sai das torneiras está vindo suja, além da falta de água em vários bairros, péssimos serviços de manutenção nas redes de esgoto, serviços inacabados pelos funcionários, como abrindo buraco nas ruas para arrumar rede de água e esgoto e deixando esses buracos abertos, prejudicando os transeuntes. Tudo isso fez com que o Ministério Público de São João del-Rei notificasse a prefeitura e o Damae, que cobre e corte o serviço de água de todos os inadimplentes, somando aí 30 mil consumidores. Outra exigência do Ministério Público é a colocação de hidrômetros nas casas e estabelecimentos comerciais dos consumidores.

Sendo o Damae uma autarquia da Prefeitura de São João del-Rei, nas gestões passadas, ouvia-se casos de isenções para a população sem ter regras definidas, prejudicando assim seus serviços.

Perguntas que ficam no ar: Por que só agora o Ministério Público resolveu atuar? E todos os são-joanenses querem saber: com a colocação de hidrômetros, os serviços vão melhorar?

Aguardamos cenas dos próximos capítulos do Damae e seus dilemas.


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Edição: Arthur Raposo Gomes


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