João Victor Coimbra
No Brasil, a desigualdade social é exposta nas ruas das grandes cidades. Uma foto captura o contraste brutal: de um lado, um arranha-céu brilhante reflete o sol da manhã, símbolo de poder e prosperidade. As favelas, por outro lado, aglomeram-se à sombra desses gigantes de concreto, com casas empilhadas umas sobre as outras como uma peça irregular de um quebra-cabeça.
Existe uma linha invisível entre eles, dividindo as suas vidas, as suas oportunidades e esperanças. É nas periferias que a desigualdade se torna palpável. Ruas estreitas e esburacadas, onde o acesso à água limpa e esgoto adequado é um luxo para poucos. Crianças brincam descalças entre casas improvisadas, enquanto nas áreas nobres, a segurança e o conforto são garantidos por muros altos e sistemas de vigilância.

A imagem revela não apenas as disparidades materiais, mas também a força e a resiliência da população que persiste apesar das barreiras impostas pelos ambientes urbanos desiguais.
No campo, a realidade não é menos dura. Grandes latifúndios convivem com pequenas propriedades familiares, onde a terra é a fonte de sustento e também de conflitos. A agricultura familiar luta para sobreviver em meio às políticas agrícolas que muitas vezes beneficiam apenas os grandes produtores.
Mesmo com tantas diferenças, o Brasil ainda é um país repleto de diversidade e riqueza cultural incomparáveis. Nas periferias das áreas metropolitanas, a ascensão dos movimentos culturais ressignifica os espaços urbanos e dá voz a histórias anteriormente silenciadas.
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