A IMPORTÂNCIA DA COBERTURA MIDIÁTICA DOS JOGOS OLÍMPICOS E O IMPACTO NA VIDA DAS PESSOAS

Isabella Mol

Até o dia 11 de agosto, ocorre a edição 2024 dos Jogos Olímpicos. Neste ano, a competição acontece entre delegações de mais de 200 países. Com mais de 270 atletas, o Brasil está representado em 29 modalidades em Paris, capital da França e sede do evento. Já aqui no país, as Olimpíadas estão sendo oficialmente transmitidas pela TV Globo e, no YouTube, pela CazéTV, mobilizando as discussões nas conversas on-line e off-line.

Atual pró-reitor de Extensão da Universidade Federal de São João del-Rei, Chico Brinati é professor no Departamento de Comunicação Social da instituição, tendo experiência prática e estudos acadêmicos na área de Comunicação e Esporte.

Ele reforça que o Jornalismo Esportivo contribui à popularização de diversas modalidades existentes, que talvez não chegassem à grande população de outra forma.

(O Jornalismo Esportivo) ajuda a democratizar o acesso ao esporte, por meio dessas coberturas, por meio da orientação das pessoas, (…) do que é aquela modalidade e do que são as regras. Isso de alguma maneira ajuda a fomentar o interesse por novas práticas esportivas”, argumenta.

Quanto a transmissão e cobertura midiática das modalidades, Chico também advoga quanto a respectiva importância. “Às vezes, as pessoas não têm acesso a oportunidades de lazer. O fundamental para elas é acompanhar seu time”, comenta.

Equipe feminina de ginástica, em 2024, conquistou medalha inédita na modalidade: bronze (Foto: Ricardo Bufolin / CBG)

A transmissão ganha, dessa forma, a capacidade de divulgar novas possibilidades para os jovens atuais, que, vivendo em um mundo extremamente tecnológico, nem sempre têm contato com os esportes, além dos tradicionais.

“Quando você tem (essa grande midiatização e acesso a essa grande cobertura da imprensa) a todo momento (…), você pode se identificar com uma outra modalidade”, complementa o docente.

O papel de jornalista esportivo

Chico Brinati ainda fala sobre o importante e sério papel do jornalismo esportivo, o qual fica mais evidente em grandes eventos midiáticos de esportes, como as Olimpíadas.

“Repórteres esportivos são responsáveis por traduzir a sociedade para ela mesmo. (…). Então ele ou ela vai levar conhecimento, entretenimento”, explica, ao dizer que a comunicação, em geral, é essencial para o funcionamento social.

 

Por tudo isso, segundo Chico, o profissional da área deve sempre buscar promover reflexão, emoção e olhar crítico ao espectador que o acompanha.

A imprensa em si é muito importante para poder confirmar a importância do esporte”, afirma.

A paixão por diferentes modalidades esportivas

“O esporte, para mim, é primordial na vida de qualquer ser humano (…). Enriquece o espírito da gente, nos fortalece”, fala Maria Darci, que, aos 67 anos, pratica diferentes modalidades em seu dia a dia: funcional, musculação e pilates.


À reportagem, ela conta que também já praticou Muay Thai e Jump: “eu tenho os meus problemas como todos nós temos, mas a academia para mim é uma terapia”.

Marcus Vinícius, professor no estúdio Up! Dance e coreógrafo, relata sua experiência com a modalidade da dança: “não há uma memória minha em que eu não esteja dançando. (…) [A dança] me trouxe autoconhecimento, autocontrole e autoconfiança”, descreve.

O coreógrafo cita que, para ele, se todos tivessem um pouco da dança e da expressão corporal em suas vidas, teriam uma vida melhor. Segundo Marcus, a modalidade conecta as pessoas.

Esporte e saúde

A importância prática do esporte na vida das pessoas também é constatada de maneira científica. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que a falta de exercícios tem se tornado um grave problema de saúde pública.

O médico e oncologista Drauzio Varella fala em seu portal sobre o assunto. “Essa coisa de passar o dia inteiro sentado, andando um pouquinho (…), é muito ruim para o corpo. A atividade física melhora o funcionamento do corpo como um todo. Melhora a função cardiovascular, melhora a circulação, acelera o seu metabolismo (…), e além de tudo, (…) ela faz bem para o espírito. Quando acaba de correr, ou de pedalar, ou de nadar, você é invadido por uma sensação de paz, de calma (…) Você se sente capaz de tocar o seu dia a dia”, cita.


Edição: Arthur Raposo Gomes

Imagem de destaque: Ricardo Bufolin / CBG

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