Clara Lages
Existem muitos tipos de amor, muitos tipos de “eu te amo”. tem o amor que sentimentos pelos nossos pais, o imensurável que sentimos pelos nossos irmãos, o amor de amigos que vão surgindo ao longo da vida, mas o meu amor preferido sempre foi o amor romântico.
Desde sempre fui viciada em livros de romance, o jeito que os protagonistas se conquistam, em como as coisas parece leves e fluidas, a ideia de alguém me amar tanto ao ponto de fazer juras de amor e planos, sempre me pareceu muito distante, e muito além disso, me assustava.
Meu primeiro beijo foi aos 13 anos. Até meus 15 tive algumas paixonites mas nada muito intenso. Dos 15 aos 17, senti o amor da adolescência, aquele amor que dói, que quando acaba a gente pensa que não vai sobreviver, o amor tão intenso que chega a ser tóxico, esse mesmo amor que me adoeceu.
Depois do fim dele, me vi com uma lista de exigências pro próximo amor que viria, queria alguém romântico, que gostasse das mesmas coisas que eu, que se importasse com detalhes tanto quanto eu, queria alguém que me amasse ao ponto de abrir mão de suas crenças por mim.
Assim, passei três anos solteira e cada ano que passava, cada cara novo que chegava e cada decepção que eu tinha, essa lista de exigências foi aumentando e eu nunca abria mão dela. Eu nunca pedi mais do que eu poderia oferecer. Nesses três anos, vivi muitas coisas, entendi a importância das amizades e que o amor tá muito além de um romance, conheci pessoas incríveis, outras nem tanto, realizei sonhos, conheci lugares, fiz viagens incríveis.
Mas foi quando eu menos esperava ele apareceu, o amor que faz tudo ficar colorido, o amor que faz qualquer outra pessoa ficar sem graça, qualquer outro beijo amargo, qualquer outro abraço áspero, eu não queria namorar, não estava procurando esse amor, mas de uma maneira muito prática e objetiva me ensinou que o amor a gente não procura, ele encontra a gente quando menos esperamos.
Foi em um domingo a tarde que sai com mais um cara afim de me divertir, só queria beijar e ir para casa, nada muito além. Mas na terça eu quis de novo e na quarta também, na quinta que a gente não se viu me senti com as expectativas frustradas, mas foi na sexta após uma ida no cinema e uma conversa no carro o mundo brilhou de uma forma diferente, ninguém era mais tão interessante, ninguém tinha o sorriso tão bonito quanto o dele, ninguém jamais iria cumprir minha lista de exigências com tanta eficácia como ele. Logo eu, que me considerava uma pessoa difícil de ser amada, encontrei alguém que me mostrou que na verdade é muito fácil.
Em menos de duas semanas, me conectei com o amor da minha vida, escutei um eu te amo inesperado e simples, mas com um significado imenso. Em 1 mês já estávamos praticamente namorando.
E assim eu percebi minha lista de exigências sendo cumprida e até superada, o amor me encantou, a amante de livros de romance agora vivi um, agora tenho certeza que é fácil ser amada e amar, não tenho mais dúvidas que o amor pode ser leve.
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