Maria Luiza Lima de Mendonça
Niterói, lembranças da infância, quintal de vó e brincadeiras com primos. Lugar que nasci, cresci e também onde eu parti. Itacoatiara num domingo de sol, acompanhado de pessoas que conheci pelo caminho, em São Gonçalo, Rio e Niterói. Lugar de samba, viradouro, lugar de música, multidão e alegria.
Sol quente de verão, de inverno e de outono porque estando no Rio, sempre vai ter um sol para aquecer.
Ponte Rio-Niterói, que separa duas cidades, distintas mas parecidas, do lado de lá é Joelho e daqui é Italiano, mas que partilham a Baía de Guanabara e o pertencimento no Rio de Janeiro. Santa Teresa, Lapa, Botafogo, Ipanema, tantas cidades, diferentes e igualmente iguais, partilhando a alegria de ser carioca. Posto 9, caipirinha de 10 reais, Pedra do Sal, Circo Voador, Samba da Volta, Boi-Tolo e Maracanã em dia de Flamengo. Tudo isso faz o carioca, mas não é só isso que o carioca é.
Praça XV lotada, trânsito na Linha Amarelo, engarrafamento na Alameda, manifestação na Cinelândia. Rio Comprido, Rua Marielle Franco. Arte, cultura, cinema. Estação NET em Botafogo, sessões da meia-noite com algum clássico. Rua Arnaldo Quintela, sempre lotada.
Atravessando a ponte, passando por Niterói, chega em São Gonçalo. Tão negligenciada e tão rica. Cidade de Seu Jorge, Vinicius Junior, cidade onde inventaram o Mineirinho e a primeira fábrica de máscaras de Carnaval. É, morando em São Gonça eu sei bem como é.
Saudades de casa, do lar. Estando longe me fez sentir falta até o que eu odiava.
Cidade maravilhosa, nem sempre tão maravilhosa, mas sempre vai ser o meu lugar no mundo.
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