Diego Galvond
A chegada da medalhista olímpica Rayssa Leal aos Jogos Olímpicos de Paris 2024 foi marcada por uma questão um tanto curiosa: Rayssa pediu ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para ser acompanhada por sua mãe Lilian Mendes na vila olímpica. Mas diferente do que aconteceu em 2020 onde Rayssa, que tinha apenas 13 anos foi acompanhada por sua mãe na vila, o COI(Comitê Olímpico Internacional) não admitiria dar um credencial de chaperone (acompanhante) para Rayssa por estar com uma idade maior (16 anos) que a estabelecida pelo regra (14 anos).
Mesmo com a proibição do COI em relação a presença da mãe da atleta, o COB conseguiu com que a mesma fosse acompanhada por uma colaboradora de confiança da chefia de missão olímpica. A medalhista de prata em 2020 é uma das atletas melhores cotadas ao pódio na sua categoria skate street.
Devido ao que se espera da atleta, por muita vezes esquecemos que por trás da prata olímpica e por duas vezes campeã da Street League Skateboarding (SLS), considerada o mundial da categoria, Rayssa tem apenas 16 anos de idade e todo o talento demonstrado e tudo o que ela ainda pode alcançar, devem ser muito bem mediados por seus treinadores e familiares, pois mesmo que ela tenha pedido pelo acompanhamento da mãe ao comitê sabendo que seria negado, isso não pode em circunstância alguma alterar seu desempenho nessa olimpíadas.
A forma encontrada pelo COB para auxiliar Rayssa foi feita de forma rápida e não deve atrapalhar na concentração.
Mas isso só será possível analisar após o fim dos jogos quando as performances da atleta forem finalizadas.
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