A EXPECTATIVA DO VÔLEI NO BRASIL NAS OLIMPÍADAS 2024: UMA ENTREVISTA COM TALMO DE OLIVEIRA

Ana Lígia Chaves,
Júlia Resende e Lucas Leite

No próximo dia 26, Paris será o foco das atenções do esporte mundial. Com o início das Olimpíadas 2024, seleções, torcedores e equipes midiáticas se deslocam para a capital da França. Na televisão, no celular e no rádio, grande parte da população de diversos países sintoniza na transmissão dos jogos de seus esportes preferidos.

Nesta edição, o Brasil conquistou vaga em 39 modalidades, incluindo o vôlei masculino e feminino e o vôlei de praia, com duas duplas masculinas e duas duplas femininas. Para admiradores do esporte, a expectativa pelos jogos é alta. Em entrevista ao ge.globo, Gabi, capitã da seleção feminina, diz que cada jogo é uma final. “Serão os Jogos Olímpicos mais difíceis de todos os tempos, e quem der mole pode cair em uma zebra”, afirma a jogadora.

O ex-jogador da seleção masculina e atual técnico do Al Ain, time de vôlei dos Emirados Árabes Unidos, Talmo de Oliveira (54), destaca que as Olimpíadas de Paris será, para o voleibol, uma das edições dos Jogos Olímpicos mais equilibrados, em que todas as equipes têm reais condições de conquistar o título.

“Tudo depende do momento, tudo depende da equipe suportar a pressão, superar dificuldade, de encarar os momentos bons e ruins com naturalidade. E eu acho que o Brasil tem condições, tanto no masculino e feminino, quadra e praia, pra conquistar medalha e a gente espera que consigamos trazer grandes títulos e conquistas aqui pro Brasil”, avalia.

Talmo era jogador do primeiro ouro em esportes coletivos da história do Brasil

A seleção masculina de vôlei conquistou, em 1992, nas Olimpíadas de Barcelona, a primeira medalha de ouro no vôlei e em esportes coletivos do Brasil. Talmo ocupava a posição de levantador e vibra até hoje pelo feito. “A alegria foi muito grande e continua sendo muito grande pela responsabilidade que a gente tem de levar essa medalha no peito”, reforça.

Time de vôlei masculino campeão das Olimpíadas de 1992 (Foto: reprodução / Instagram @talmo.oliveira)

Ele, que começou sua trajetória no vôlei ainda na escola, em Itabira/MG, defende que a modalidade tem uma importância social muito grande, assim como os esportes no geral. Jogou em clubes de São Luís/MA, Belo Horizonte/MG e do interior de São Paulo, quando em determinado campeonato, enfrentou o Pirelli, um dos grandes clubes da história do vôlei brasileiro.

Pouco tempo depois, Talmo foi contratado pelo time, e a partir dali, ganhou visibilidade para entrar na seleção brasileira.

A seleção masculina de vôlei conquistou, em 1992, nas Olimpíadas de Barcelona, a primeira medalha de ouro no vôlei e em esportes coletivos do Brasil. Talmo ocupava a posição de levantador e vibra até hoje pelo feito. “A alegria foi muito grande e continua sendo muito grande pela responsabilidade que a gente tem de levar essa medalha no peito”, reforça.

Ele, que começou sua trajetória no vôlei ainda na escola, em Itabira/MG, defende que a modalidade tem uma importância social muito grande, assim como os esportes no geral. Jogou em clubes de São Luís/MA, Belo Horizonte/MG e do interior de São Paulo, quando em determinado campeonato, enfrentou o Pirelli, um dos grandes clubes da história do vôlei brasileiro. Em seguida, Talmo foi contratado pelo time, e a partir dali, ganhou visibilidade para entrar na seleção brasileira.

Desenvolvimento do vôlei ao longo dos anos

Após a conquista do primeiro ouro, ao longo dos mais de 30 anos, o vôlei brasileiro ocupou posições de destaque nos pódios olímpicos por mais 10 vezes, com os times femininos e masculinos.

No total, três medalhas de ouro e três de prata para o time masculino. Na equipe feminina, duas de ouro, uma de prata e duas de bronze. A primeira do time feminino foi o bronze em Atlanta, em 1996, contra a Rússia.

Para Talmo, o esporte, incluindo o vôlei, sempre está em evolução: “a altura dos atletas, a força, a capacidade de treinamento, as regras mudando, equipamentos, tênis, piso e quadras melhorando, as possibilidades de intercâmbio, de transporte. Tudo isso teve uma evolução muito grande desde que eu comecei a jogar e acredito que fica em constante crescimento”.

Ainda segundo o treinador, que hoje atua também como palestrante, diretor e ministrando cursos sobre o vôlei, os atletas são referências não só dentro de quadra, mas também fora, como um exemplo de determinação para as próximas gerações. Ele ainda relembra que as lembranças mais fortes atreladas ao vôlei são as dificuldades que passou, mas que não o impediram de seguir adiante e buscar novas conquistas.

“Isso é o que eu acho que o esporte deixa de maior legado, de estar sempre acreditando, de fazer o melhor a cada dia, de buscar ajudar as pessoas a cada dia e aproveitar cada momento dentro e fora de quadra, porque os momentos são mágicos, são muito importantes e são de crescimento constante na nossa vida”, comenta.

Talmo de Oliveira atuando como técnico do Al Ain (Foto: reprodução / Instagram @talmo.oliveira)

Jogos do Vôlei do Brasil nas Olimpíadas 2024

Pelo vôlei de quadra feminino, a estreia do time será dia 29 de julho, contra o Quênia, às 8h (horário de Brasília). Em seguida, os confrontos serão contra os demais integrantes do grupo B, Japão e Polônia, respectivamente. Os dois primeiros colocados de cada grupo e os dois melhores terceiros avançam às quartas de final.

Já para o time de quadra masculino, o primeiro jogo está marcado para dia 27, contra a Itália, às 08h (horário de Brasília). Os jogos seguintes serão contra Polônia e Egito, e assim como na disputa feminina, os melhores colocados são classificados para as quartas de final.

No vôlei de praia, o Brasil estreia com a dupla George e André no dia 27 de julho, às 14h. Já no dia 28, o vôlei de praia brasileiro entra na Arena às 06h, com Carol e Bárbara jogando contra a dupla do Japão, às 11h com a dupla Ana Patrícia e Duda e às 15h com Evandro e Arthur.

As seleções já estão desembarcando em Paris.


Edição: Arthur Raposo Gomes

Imagem de destaque: Arena Paris Sul – local de realização dos jogos de vôlei das Olimpíadas 2024 – Lorena Dillon – Reprodução / ge.globo.com

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