Gabriel Augusto Dutra de Resende
Recentemente, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e atual candidato à Presidência dos EUA, sofreu um atentado contra sua vida, durante um comício na Pensilvânia. Ele conseguiu sair praticamente ileso do local, com o rosto ensanguentado e parte da orelha rasgada.
Após o ocorrido, diversas autoridades e pessoas influentes de várias esferas sociais prestaram apoio e solidariedade nas redes sociais. Grande parte da população se sensibilizou com a situação e muitos se mostraram revoltados. Contudo, essa poderia ser uma oportunidade de ouro para Trump, que, em disputa presidencial, poderia usar deste contexto para seu benefício e alavancar sua campanha, alterando significativamente o curso das eleições.
Segundo uma pesquisa feita pela CNN, em 28 de junho, Donald Trump já possuía uma pequena, mas significativa vantagem contra seu adversário direto, Joe Biden. Após o debate realizado no dia anterior à pesquisa (27), sua avaliação positiva subiu de 40% para 43%, enquanto a de Biden caiu de 37% para 31%.
E essa margem de aproveitamento tenderá a ser maior, já que ele agora possui algo fundamental para se conseguir aprovação: a imagem de mártir/herói é sobrevivente, assim como John F. Kennedy e Ronald Reagan, também ex-presidentes, tiveram em suas respectivas épocas.
Sua figura confiante e corajosa após a fatalidade rendeu vários posts e comentários em redes sociais e também um lugar nas capas de jornais e revistas, onde sua vitalidade e perseverança foram exaltadas e até renderam comparações com o rival, que apresentava com certa frequência sinais de cansaço e fraqueza.
E falando ainda sobre a competição com Biden, o mesmo até pouco antes do acontecimento havia feito duras críticas a seu concorrente republicano, inclusive tendo feito uma publicação na rede social “X” onde dizia que estava na hora de “colocar Trump na mira”. A repercussão foi bem negativa, colocando o mesmo contra a parede, e a postagem foi apagada na sequência. Após esse episódio, a popularidade de Biden deve entrar em crise, reforçada pelo novo status do outro candidato.
Tendo em vista todas essas ideias, é justo afirmar que o atentado sofrido por Donald Trump pode culminar em uma grande mudança no rumo das eleições presidenciais dos Estados Unidos, talvez até já antecipando o resultado dela, em uma perspectiva mais imediatista.
O que se pode concluir sem sombra de dúvida é que Trump pode e vai se beneficiar da situação, da mesma forma que o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fez quando foi esfaqueado em 2018.
Imagem de destaque: AP Photo/Evan Vucci / BBC News Brasil
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