Clara Lages
O bar Pantanal, localizado no centro histórico de São João Del Rei – MG, perto da Igreja Basílica
de Nossa Senhora do Pilar, é um local de encontro de turistas, estudantes e nativos. A reportagem contactou Maria do Carmo, mais conhecida como “Carminha do Pantanal”.
Ela conta que as portas do bar se abriram há 34 anos, quando Carminha – atualmente com 75 anos – aposentou de um cargo público na área de educação e decidiu, então, montar um negócio próprio juntamente com o marido, que trabalhava em um posto de gasolina.
O bar que fica embaixo da casa do casal, começou como um restaurante, os estudantes e professores sentiam o cheiro da comida e imploravam por ela.
“Eram os universitários que vinham para cá com os professores. Acabavam de fazer a prova e depois eles vinham para cá. Aí eu me aposentei e comecei a fazer comida. E eles falavam assim, ‘comida cheirosa, vende para a gente, dá um prato’, e eu comecei a vender a 2 (reais), 5 reais”, relembra.
Atualmente o bar oferece almoço durante a semana, e Maria do Carmo afirma que a feijoada é a preferida. Ela defende que o motivo de seu estabelecimento fazer tanto sucesso são os preços acessíveis oferecidos, principalmente, aos estudantes. Durante a noite, são os universitários que tomam conta do local para beber. cerveja. Já aos finais de semana, os turistas são os que mais desfrutam do ambiente.
Nova geração e blocos de carnaval
Na entrevista concedida pela dona Carminha, que tem dois filhos, reflete que, com o passar do tempo, seus filhos foram crescendo e o Bar Pantanal contou com um time de futebol montado por eles, depois passou a ter um bloco de carnaval pelas ruas do Centro Histórico. Até festividades de Ano Novo já foram realizadas em frente ao estabelecimento.
Atualmente, o bar conta com dois blocos carnavalescos: o “Bloco do Alvorada” que abre o carnaval são-joanense no primeiro dia e o “Bloco do Pantanal” que fecha o último dia.
A dona do estabelecimento enfatiza que ama a movimentação e a melhor parte de fazer parte dessa história são as pessoas que ela conheceu ao longo desses anos.
“ O ‘Bloco do Alvorada’ tem todo ano. Tem uns quatro ou cinco anos que eu estou coordenando ele. Ele concentra meia-noite e desce às 5 da manhã. A gente dá a volta e chega aqui (em frente ao Bar Pantanal)“, finaliza.
Edição: Arthur Raposo Gomes
