Renata Resende
É de conhecimento público que o Brasil já não tem mais aquela paixão pela Fórmula 1 como era na época em que os brasileiros paravam, a hora que fosse, para ver os pilotos compatriotas correndo nas pistas como se não houvesse amanhã. Época essa em que pilotos como Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, e o que é considerado até hoje, um dos melhores pilotos mundiais, Ayrton Senna. Essa falta de entusiasmo de boa parte dos brasileiros hoje em dia se deve ao fato que não existe um piloto oficial no Grid que possa levar ao pódio a bandeira do Brasil. Mas o país tupiniquim continua sendo sim representado na Fórmula 1, não só dentro do Grid como também fora dele.
Um exemplo disso é o campeão da Fórmula 2, Felipe Drugovich que é, atualmente, o único piloto na F1, mesmo atuando como reserva na escuderia Aston Martin, cujos pilotos oficiais são Lance Stroll e o bicampeão mundial dessa categoria, Fernando Alonso. E para a alegria dos fãs do automobilismo, pode ser que Drugovich seja mais presente nos Circuitos caso seja confirmada a informação dada pelo jornal suíço Blik: como descrito no site Motorsport da Uol, ele estaria sendo cotado para pilotar pela escuderia Sauber em 2025, futura Audi.
Outra figura aclamada pelos fãs brasileiros é a repórter gaúcha Mariana Becker (Band), que praticamente em todo Grande Prêmio, se faz presente trazendo informações que estão acontecendo no momento, entrevistando os pilotos ou qualquer outro membro das equipes. Praticamente com 30 anos de carreira, sendo repórter, Mari Becker se tornou uma inspiração para as mulheres que querem viver neste mundo automobilístico, o qual é predominantemente masculino. Com carisma e coragem, ela marca sua presença no Paddock, de forma que quando ela não está na transmissão ao vivo, os fãs já pensam “Ué, mas cadê a Mari?”. E também tem outros exemplos, não necessariamente brasileiros, mas de outros países que trazem a nacionalidade brasileira para o circuito.
Durante o último mês de maio, quando completou 30 anos do acidente fatal de Ayrton Senna, existiram várias homenagens a esse homem, considerado por muitos, um herói. O piloto aposentado da Fórmula 1, Sebastian Vettel, conduziu a McLaren MP4/8 no Circuito da Emilia-Romagna, ou Ímola, o carro que era pilotado por Senna na equipe de mesmo nome.
Continuado com as homenagens, a McLaren mudou as cores dos carros e dos uniformes, antes era laranja, e para o fim de semana do Grande Prêmio da Emilia- Romagna, passou a ser verde e amarelo. Os capacetes dos pilotos também fizeram referência a Senna e ao Brasil, o de Norris tinha a pintura das manchas de uma onça pintada e o de Piastri, amarelo com listras verdes e azuis, inspirado no capacete de Senna.
Imagem de destaque: Mari entrevistando Felipe Drugovich (Band Sports) / print
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