Renata Resende
O GP que aconteceu no início desse mês foi marcado por cenas um tanto quanto… inusitadas. Para começar, o resultado da qualificação no sábado levou a maioria dos fãs a loucura, já que desde 1997, não ocorria um empate na Pole Position. Ambos os pilotos George Russell (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull) fizeram a volta mais rápida de 1m12s, mas Russell largou na pole pois fez esse tempo primeiro. A largada foi boa para o Russell, conseguiu por um bom tempo manter o atual campeão mundial atrás dele, mas por mais incrível que seja ver o Verstappen em segundo lugar, essa não foi a cena mais surpreendente do início da corrida.
Kevin Magnussen (Haas), que muitas vezes é o entretenimento das corridas por causa das batidas que
provoca, subia cada vez mais de posição, saindo de decimo quarto para o quarto lugar. Durou muito o
Magnussen ter ficado nas primeiras posições? Não, mas assim como muita gente deve ter feito, eu tirei
print da tela para recordação.
Além da chuva que ficava num vai e vem durante a corrida, tinham também alguns torcedores um tanto quanto corajosos, que insistiam em ficar comendo grama e viam de camarote os carros correndo: as marmotas. Ao que parece, é uma cena frequente nos Grandes Prêmios que ocorrem no Canadá, esses animais quererem ir de um lado ao outro do circuito, enquanto os carros correm. Mas trazendo para o nosso cotidiano, as marmotas nos representam quando estamos atravessando a rua, vemos um carro de longe e pensamos ́”ele não é doido, tá me vendo”.
Mas e a corrida, teve batida, safety car, relargada? Teve… e o causador do safety car não surpreendeu
ninguém. Logan Sargeant (Williams) causou duas bandeiras amarelas e uma relargada, porque ele tirou o
carro da pista e na segunda vez que ele fez isso, não conseguiu mais pilotar o carro.
Outro que bateu o carro e fez os fãs da Fórmula 1 se questionarem de novo porque a Red Bull renovou o contrato com ele foi o mexicano Sergio Perez. ́”Ah, mas ele teve um fim de semana ruim”, não, nem os fãs da escuderia estão defendendo mais ele, dado ao fato que ele não está entregando mais nada do que é esperado para um piloto de uma equipe que é líder no campeonato de construtores.
Mas a humilhação daquele final de semana mesmo foi a atuação da Ferrari. Esse GP mostrou porque os
fãs da escuderia não conseguem ficar felizes por muito tempo. O GP de Mônaco, anterior ao do Canadá,
foi incrível. Dobradinha da Ferrari no pódio, Charles Leclerc vencendo uma maré de azar que o
acompanhava a cada vez que ele corria em casa, a Realeza quebrando o protocolo e dando um banho de
champanhe no monegasco, uma celebração que emocionou a todos, fãs ou não da equipe italiana. Mas o
do Canadá, que vergonha. No caso de Leclerc, foi uma soma de estratégia ruim da equipe mais o motor
do carro dando problema. Agora o Sainz, aquele não entregou nada, e ainda rodou sozinho na pista
como estivesse no ́ ́roda roda Jequiti“ e ainda tirou o Albon (Williams) da corrida.
Outros momentos que merecem ser mencionados aqui: Russell saindo da pista quando disputou espaço
com o Piastri (McLaren); Albon pilotando seu carro como se estivesse de moto de transito e
ultrapassando os concorrentes (devo concordar com os narradores da Band quando eles disseram que a
ultrapassagem foi linda); Norris voltando do box e entrando na pista e quase conseguindo passar na
frente do Verstappen (isso se não desse uma colisão); Hamilton (Mercedes) insatisfeito com seu
rendimento e querendo pneu macio e só tinha pneu duro para ele; e por fim, o Norris quase conseguindo
pegar o Verstappen, mas no final não deu outra, o hino da Holanda tocou de novo.
O próximo Grande Prêmio irá acontecer dos dias 21-23 de junho no Circuito da Catalunha na Espanha.
E claro que a maior chance é que o Verstappen ganhe, mas como esse ano está tendo um revezamento
entre Red Bull, Ferrari e McLaren, talvez o Piastri (McLaren) ganhe, afinal, a esperança é a última que
morre, não é mesmo?
Imagem de destaque: Clive Rose/Getty Images
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