Bianca Martins
Gabriel Bortoleto, Aurelia Nobels, Felipe Drugovich e Enzo Fittipaldi. Esses são os nomes do Brasil que estão nas equipes de base da Fórmula 1. Desde 2008, com a saída de Felipe Massa da categoria de elite, o país não conta com um representante em nenhuma das dez equipes atuais do grid. Mas qual o motivo da saída dos pilotos brasileiros das equipes de Fórmula 1? O que fez o esporte que por muito tempo foi considerado uma das paixões da nação, perder força no país do futebol?

Desde a morte de Ayrton Senna, trinta anos atrás, o Brasil passou por um dos momentos mais delicados na história do esporte brasileiro. Um dos maiores ídolos do país faleceu, após um grave acidente, no Grande Prêmio de Ímola, na frente das câmeras e dos olhos atentos de todos que eram amantes do esporte ou estavam ligados na corrida naquele feriado. É fácil para os fãs de Fórmula 1 dizer o que estavam fazendo naquele dia 01 de maio. É fácil ter em suas memórias, os poucos nomes brasileiros que entraram naquelas pistas após o grande ídolo.
Rubinho Barrichello, Felipe Massa e Nelsinho Piquet foram os únicos e últimos pilotos que correram depois de Senna, tendo o legado do ídolo caído sobre eles. Com as piadas sobre Barrichello ser sempre o segundo lugar, o escândalo Piquet e a derrota de Massa, o país saiu da Fórmula 1 marcado interna e externamente. Sem um grande ídolo no esporte, uma categoria de base nacional ou uma esperança no fim do túnel, a Fórmula 1 saiu do imaginário brasileiro.
Hoje, com a presença de promessas no esporte sendo brasileiros, a força dos fãs mais jovens de Fórmula 1 busca o retorno dos dias de glória do esporte no Brasil. A conquista de posições como reservas em equipes de peso, a vitória do campeonato na categoria de base Fórmula 2 de Felipe Drugovich, em 2022, e a vitória de Gabriel Bortoleto na Fórmula 3 no ano seguinte, fez com que a esperança de conquistar um assento titular se acendesse nos corações dos fãs do esporte.
Atualmente, Enzo Fittipaldi, 22 anos, está em sua terceira temporada de Fórmula 2, correndo pela equipe Van Amersfoort Racing, e faz parte do programa de desenvolvimento de pilotos Red Bull Junior Team Drivers. Aurelia Nobels, 17 anos, compete na F1 Academy, programa destinado apenas a corredoras mulheres, pela Art Grand Prix e é membro da Ferrari Driver Academy.
Já Felipe Drugovich, 23 anos, faz parte do programa de desenvolvimento de pilotos da Aston Martin e já correu na categoria no lugar de Lance Stroll, piloto titular da equipe. Gabriel Bortoleto ocupa um dos assentos da equipe Invicta Racing na Fórmula 2 e é contratado pelo Programa de Desenvolvimento de Pilotos da McLaren.
Ambos são considerados os nomes de maior destaque do automobilismo brasileiro e são os que recebem o maior carinho dos fãs da categoria.
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