ARTIGO: SLIPKNOT 1999 – ANGÚSTIA ENCARNADA

Foto: Imagem de divulgação – Slipknot 1999

João Murad

Há álbuns que não se limitam a ser meras criações musicais; eles se tornam uma descida às profundezas da angústia, um mergulho no isolamento e um espelho da alienação. O álbum de estreia da banda Slipknot é um desses raros registros que capturam o horror humano de forma visceral, mesclando as dores rurais do interior de Iowa com um mosaico de influências musicais que vão desde o hip-hop até a eletrônica, resultando em uma monolito sonoro perturbador.

Lançado em 1999, esta obra sombria e profunda permanece como uma experiência musical inigualável. Neste artigo, exploraremos por qual motivo o álbum de estreia do Slipknot é um marco indiscutível da música pesada, revelando horrores reais e introspectivos.

As Dores Rurais Personificadas

A violência vai muito além das notas musicais. Com uma fusão de influências que abrange desde o nu metal até o death metal, o álbum nos arrasta para o abismo da psique humana.

Faixas como “(Sic)” e “Eyeless” atacam com riffs de guitarra que cortam como lâminas, uma bateria que martela a mente e os vocais intensos de Corey Taylor que ecoam como um grito de desespero.

É uma experiência que penetra fundo, uma agressão emocional que deixa cicatrizes no âmago da alma.

A Solidão Alienante

O álbum de título homônimo não é apenas música; é uma jornada pelos recantos mais sombrios da experiência humana, uma viagem sinistra pelas estradas poeirentas do interior de Iowa.

Faixas como “Tattered & Torn” e “Frail Limb Nursery” são interlúdios perturbadores que nos transportam para um pesadelo existencial, onde a alienação e o isolamento dançam uma dança sinistra entre as palhas do milharal.

É como se a banda nos forçasse a encarar nossos demônios interiores, a decadência da alma humana que muitas vezes preferimos ignorar.

Uma Colagem de Horrores Musicais

O projeto não se limita a um único gênero; ele é uma colagem de influências musicais que se unem em uma cacofonia assustadora.

Wait and Bleed” é uma explosão de angústia que incorpora elementos do hip-hop, com seu ritmo pulsante e letras que exploram a corrosão interna. “Spit It Out” é um grito de revolta que mistura eletrônica com intensidade explosiva. “Prosthetics” mergulha ainda mais fundo nos abismos da mente, incorporando elementos do death metal e revelando os segredos mais sombrios da psique humana.

A Ascensão a Partir do Caos Interior

Esta foi a base da ascensão, não apenas na cena musical, mas também na exploração dos horrores humanos. Antes de seu lançamento, a banda era uma entidade faminta por reconhecimento, desejando expor as feridas da alma. E eles conseguiram isso com maestria.

A agressividade crua e a intensidade deste álbum atraíram seguidores devotos e críticos impressionados, revelando que as cicatrizes emocionais e os labirintos da mente são universais. O álbum, atingindo o 51º lugar na Billboard 200, solidificou seu lugar na história da música como um testemunho sombrio da condição humana.

O álbum de estreia do Slipknot não é apenas música; é uma jornada pelo labirinto escuro da alma humana, uma colagem de horrores e influências que ecoam como um pesadelo rural em meio a uma tempestade eletrônica e um caos musical.

Embora a banda tenha evoluído musicalmente ao longo dos anos, é inegável que seu primeiro álbum continua a ser uma das experiências musicais mais profundas já registradas.

Os horrores reais e a decadência interior ecoam em suas notas, lembrando-nos de que a verdadeira violência muitas vezes se esconde dentro de nós mesmos.

Faixas:

Slipknot — Standard Edition

No.    Title    Writer(s)    Length

1.    “742617000027”         0:36

2.    “(Sic)”         3:19

3.    “Eyeless”         3:56

4.    “Wait and Bleed”    Jordison • Taylor    2:27

5.    “Surfacing”    Gray • Jordison • Taylor    3:38

6.    “Spit It Out”    Gray • Jordison • Crahan    2:39

7.  “Tattered & Torn”    Crahan • Gray • Jordison • Josh Brainard • Anders Colsefni • Donnie Steele    2:54

8.    “Frail Limb Nursery”         0:45

9.    “Purity”         4:14

10.   “Liberate”         3:06

11.   “Prosthetics”         4:58

12.   “No Life”         2:47

13.   “Diluted”         3:23

14. “Only One”    Crahan • Gray • Jordison • Brainard • Colsefni • Steele    2:26

15.  “Scissors” (+Hidden track Eeyore)         19:15

Tempo total:    1:00:26

Ficha técnica:

Slipknot

    (#8) Corey Taylor – vocals

    (#7) Mick Thomson – guitars

    (#6) Shawn Crahan – percussion, backing vocals

    (#5) Craig Jones – samples, media

    (#4) Jim Root – guitars (“Purity” only[16][17][18])

    (#3) Chris Fehn – percussion, backing vocals (credited but did not record anything for the album[17])

    (#2) Paul Gray – bass, backing vocals

    (#1) Joey Jordison – drums, mixing

    (#0) Sid Wilson – turntables

    Ex–(#4) Josh Brainard – guitars (except “Purity”)

    Ex–(#3) Greg Welts – percussion (on demo tracks & “Spit It Out”)

Production

  • Ross Robinson – producer, mixing
  • Rob Agnello – engineering
  • Chuck Johnson – engineering, mixing
  • Joey Jordison and Sean McMahon – additional mixing
  • Kevin Miles – mixing
  • Steven Remote – location recording engineer
  • Eddy Schreyer – mastering at Oasis Mastering, Studio City, California

Artwork

  • Stefan Seskis – album cover, tray card photography
  • Dean Karr – band photography
  • T42Design – album design, lettering
  • Lynda Kusnetz – creative director
  • Slipknot – packing concept

Fonte: https://slipknot.fandom.com/wiki/Slipknot_(album)


Todos os textos opinativos publicados no portal Notícias del-Rei são identificados como tal – não refletindo, necessariamente, a opinião editorial do coletivo.

Deixe um comentário