Ana Clara Leitão e Gabriela Clara Gomes
Tem dias que saímos na rua e ficamos impressionados com as artes que presenciamos, o interessante é saber que tem uma pessoa responsável por cada detalhe. O muralismo, artes feitas em paredes ou painéis permanentes, explora diversos tipos de temáticas, como questões históricas, ancestralidade, problemas sociais, entre outros, e isso causa uma aproximação com os indivíduos. A interpretação pode ser de acordo com as experiências individuais, mas mesmo assim, a mensagem que o artista quer passar muitas vezes é compreendida plenamente.
Em São João del-Rei, o muralismo ainda não é tão forte, mas é possível encontrar diversas pinturas de artistas diferentes. Um dos responsáveis é o artista plástico Bruno de Souza, que desde a sua infância sempre gostou de arte, começou a explorar o desenho e a pintura como uma forma de se expressar, e hoje em dia esse meio faz parte do seu cotidiano.
A arte sempre presente em seu meio
A música sempre esteve presente no dia a dia de Bruno. Assim como grande parte dos brasileiros, em que comemorações familiares, roda de amigos, e outros tipos de evento contam com melodias, ele também esteve observando as composições e admirando esses artistas. Muitas de suas pinturas são sobre ícones do mundo musical.
O jovem de 21 anos e natural de São João del-Rei já pintou obras relacionadas a grandes nomes da sociedade brasileira como o rapper Sabotage, o cantor e compositor Cartola, entre outros.
Apesar do estilo marcante, o artista diz que seu tema nunca foi especificamente a estética brasileira. “Não sei se pensei exatamente nesse tema quando eu fui pintar. Eu sempre quis pintar o que eu vejo, o que eu sinto também”. Em seu perfil do Instagram @brunosouza.h, é possível perceber sua marca nas obras de artes.

A falta de incentivo na região das Vertentes
Ao ser questionado pelo apoio recebido no Campo das Vertentes em relação à Arte Urbana, Bruno declara que ainda existe uma grande dificuldade em aceitar e entender a Arte Urbana pelo fato dela ser algo novo além da historicidade da região que prejudica o progresso dessa arte.
“Existe um conflito desse entendimento que ainda está sendo construído, eu não sinto um apoio muito forte, o apoio vem mais de quem tá no corre independente fazendo isso acontecer”, afirma.
O artista expõe que atualmente sente que pintar é sua obrigação. Ele diz que há uma necessidade em tornar a arte mais abrangente para que ela não permaneça apenas nos ambientes elitistas. Segundo o artista plástico, é importante que todos possam se sentir pertencentes à arte.
Edição: Ana Laura Queiroz
Imagem de destaque: arquivo pessoal
