MOTORISTAS RECLAMAM DAS CONDIÇÕES DO TRÂNSITO EM SÃO JOÃO DEL-REI

Avenida Josué de Queiroz no Matosinhos. (Foto: Isaque Valle)

Isaque Valle, André Marcos e Gabriela Lima

Não é novidade para motoristas são-joanenses: a existência de ruas esburacadas e sem sinalização por toda a cidade. Relatos de sinais de trânsito não funcionando, falta de sinalização nas lombadas, e até mesmo canteiros mal instalados também são frequentes entre os condutores.

Problemas na Josué de Queiroz, no Matosinhos

Recentemente, na Avenida Josué de Queiroz, a mais movimentada do bairro Matosinhos, a administração municipal realizou asfaltamento a partir do prédio da UAI (Unidade de Atendimento Integrado) até o Trevo do Elói, mas não chegaram a concluir o serviço, pois apenas asfaltaram – não houve sequer a pintura de faixas de sinalização de trânsito.

Avenida Josué de Queiroz, sem sinalização pintada no asfalto. (Foto: Isaque Valle)

O fato intriga a motorista Camylla Sousa. Assistente de Saúde, ela, frequentemente, utiliza a avenida para se deslocar.

“Aquilo está parecendo uma pista de corrida, não tem sinalização nenhuma. Sem as faixas pintadas no chão, fica propício para acontecer acidentes, ainda mais nesse período que começou as chuvas, e com a baixa visibilidade, temos que nos guiar por estas faixas”, destaca ela.

Canteiro na 31 de Março causa transtornos

Em outro ponto da cidade, na Colônia do Marçal, a Prefeitura está instalando canteiros que dividem a pista da Avenida 31 de março. Chama a atenção o afunilamento repentino da via causado por essa instalação, e somado com a falta de sinalização do que vem pela frente, já acarretou em alguns acidentes no local, conforme publicado pelo Notícias del-Rei.

Por não possuir uma sinalização adequada, os condutores muitas vezes não conseguem enxergar o canteiro. No último dia 27 de setembro, um carro capotou após se chocar contra as placas de concreto presentes no local.

Outros dois carros ficaram presos no canteiro ao tentar realizar a conversão na via, resultando em diversos prejuízos para os condutores.

Capotamento na Avenida 31 de março, na Colônia. (Foto: reprodução / página – São João da Depressão)

Motorista pode acionar a Justiça

A advogada Carla Freire explica que os motoristas lesados por estes problemas podem acionar o Município na Justiça, pedindo a imediata sinalização do local do acidente, além de indenização por danos morais e danos materiais.

Ela cita a lei 9503/97, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, e que nos artigos 2° e 3°, delimita bem os deveres do poder público no trânsito.

“O Município é responsável por qualquer acidente em via pública, quando não oferece as condições necessárias de infraestrutura, e também pelos danos resultantes de falhas no serviço público, pois dele é o dever de manter as vias em perfeito estado de conservação. Salvo, claro, se for provada causa de força maior ou culpa exclusiva da vítima”, explica ela.

Quem dirige cobra soluções

Nesse contexto, condutores de toda a cidade cobram melhorias no trânsito são-joanense. Guto Borges, motorista de aplicativo que trafega diariamente por ruas de todos os bairros de São João del-Rei, reclama da gestão do trânsito.

“Não tem planejamento nenhum ao que parece. O trânsito aqui está por um fio do colapso total”, defende. Ele ainda expõe um comentário feito: “a gente diz que ‘quem dirige em São João, dirige em qualquer lugar do mundo'”.

O que diz a Prefeitura?

Contactado pela reportagem, o Departamento de Trânsito de São João del-Rei informou que a pintura da sinalização na Avenida Josué de Queiroz já está sendo realizada por empresa terceirizada, na parte da noite para evitar transtornos.

O Notícias del-Rei esteve no local na última terça (dia 10), mas não foi encontrada nenhuma sinalização pintada no decorrer da avenida, desde o prédio da UAI até o Trevo do Elói.

Já a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras, responsável pela instalação dos canteiros na Avenida 31 de março, não respondeu nossas solicitações de contato até o fechamento desta matéria.

O espaço segue aberto


Edição: Guilherme Besamat e Arthur Raposo Gomes

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