ARTIGO: UMA ANÁLISE SOCIAL DO IMPACTO DE “EUPHORIA” NOS JOVENS

Poster oficial da 1ª temporada (foto: reprodução/HBO)

Carolina Amaral

Estreada no dia 16 de junho de 2019 pela HBO, “Euphoria” se tornou, em pouco tempo, uma série de sucesso, abordando temas e linguagens polêmicas em diversos pontos de vista. Seja na primeira ou segunda temporada, essa última lançada em janeiro de 2022, a obra é recheada de cenas de sexo, uso de substâncias ilícitas, violência e tudo isso sem pudor ou censura.

Devido a essas questões, durante a divulgação da primeira parte, foram recorrentes pedidos de cancelamento e retirada do ar com comunicados públicos, por meio da alegação de que o mostrado é uma má influência aos jovens. Todavia, eu trago uma opinião contrária e adversa sobre o assunto.

Um sucesso além do debate

Apesar de todas as polêmicas, o filme despertou a curiosidade do público, pois foi renovado para uma segunda e, até então, terceira parte.

No geral, estamos falando aqui de uma novela controversa, devido a junção de um conteúdo explícito com uma direção de música, produção, moda e fotografia impecáveis, resultando em uma obra de arte.

Algo que comprova isso são os diversos prêmios recebidos, incluindo o “Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática” para Zendaya, que interpreta Rue Bennett, a protagonista.

Dessa forma, apesar das imagens possivelmente perturbadoras para muitos, é um retrato fiel e realista da adolescência, mostrando os altos e baixos dessa fase com diferentes situações típicas da idade, como busca pela identidade, traumas, comportamento nas redes sociais, amor e amizade.

Por essa razão, os personagens são complexos e multifacetados, com histórias envolventes e emocionantes.

A identificação trazida

Logo,  permite ao telespectador se identificar com o exposto. Nesse sentido, é viável detectar pontos de melhora em si mesmo, como situações as quais não se deseja passar, ou questões pessoais para serem trabalhadas mais a fundo, conclusões essas vindas a partir do mostrado pelo seriado.

Assim, analisar com clareza o passado, presente e futuro de cada um, nos leva a entender, se sensibilizar e, até mesmo, se reconhecer, sem que isso, necessariamente, traga um sentimento de inspiração, que era o medo dos pais e responsáveis com a estreia. 

A história de Rue, por exemplo, mostra sem nenhum filtro a experiência de uma viciada em drogas e todas as dificuldades enfrentadas, desde o início da dependência, a abstinência e sua recuperação.

Então, justamente por ter essa identidade de não romantizar o exposto, mesmo lidando com temáticas complexas, “Euphoria” pode, além de oferecer um conteúdo visual, estético e sonoro de excelência, instigar a reflexão sobre a própria vida e o que se espera dela. 


Todos os textos opinativos publicados no portal Notícias del-Rei são identificados como tal – não refletindo, necessariamente, a opinião editorial do coletivo.

Deixe um comentário