Ayla Yassuda, Nathália Siqueira e Marina Santana
A exposição “Peabiru e o Adeus do Marujo”, dos artistas Maria Vaz e Marlon de Paula, está aberta para visitação no centro cultural e galeria Adro+. Resultado da iniciativa “Residência Transitória”, promovida pelo Adro Cultural, a mostra ficará em cartaz até 11 de novembro.

Maria Vaz, uma das artistas, inclusive, já foi indicada ao PIPA, prêmio nacional de arte contemporânea. Nessa exposição, por sua vez, a obra dos artistas mineiros é um convite à viagem pelos tempos coexistentes em um mesmo território – sendo dentro ou fora de sua cidade natal. Misturando fotografia e intervenções em objetos cotidianos, a exposição transporta o espectador para além do tempo presente e conta diversas histórias em uma só.
Com a palavra, os artistas
Sobre o conceito pensado, ao Notícias del-Rei, Maria Vaz se refere a “Peabiru e o adeus do Marujo” como uma “amálgama ou uma espiral de tempos que acabam coexistindo em um mesmo território, ou de espaços que existem pela sucessão de tempos – o território que, no caso, é onde está localizada São João Del-Rei.”.
Quanto a intenção dos artistas, ambos afirmam ver na mostra a sua forma de contar a história extensa da cidade, portanto “estabelecer um diálogo e ler um tempo geológico que não pertence à escala humana, mas que permanece importante, pois moldou a paisagem que neste tempo histórico recebe o nome de São João del-Rei”, afirma Marlon de Paula.
O local da exposição
Voltando ao espaço Adro, onde a exposição se encontra, ele e sua vertente Adro Cultural formam uma iniciativa criada por artistas de São João del-Rei como uma forma de democratização da cultura. A sala de exposições está localizada no centro histórico da cidade, Rua Getúlio Vargas, número 154A, acompanhada de uma livraria, restaurante (que funciona apenas aos sábados), e outros anexos.
Como meio de promover a cultura, e despertar o interesse dos mais jovens, a Adro chegou a convidar escolas da cidade a levarem seus alunos para visitarem “Peabiru e o Adeus do Marujo”, na última semana.
Além dos estudantes, aqueles que se interessarem em descobrir a geografia de São João del-Rei sob um olhar artístico, estão convidados a visitar a exposição e perceberem, segundo a artista Maria Vaz.
“Quanto mais fundo vamos na escala do tempo, mais nos aproximamos de um tempo que é também um tempo presente, pois o tempo geológico é o movimento de sucessão, e o que constituiu o território de São João é narrado por uma sequência de fenômenos geológicos regressos e que ainda estão em curso, silenciosos. As montanhas, vales e rios da região são as assinaturas do tempo, nela a presença humana faz sua morada física e mitológica”, afirma Marlon.

Serviço
A entrada é gratuita e as visitas podem ser feitas de quarta à sexta-feira das 15h às 20h, e das 12h às 20h nos sábados e feriados.
Além da exposição em questão, outras artes presentes no espaço também podem ser apreciadas gratuitamente pelos visitantes, estando algumas à venda.
Edição: Arthur Raposo Gomes
