Gabriela Clara Gomes
A ansiedade faz parte do dia a dia de todas as pessoas – e, de fato, é até normal. Aquele friozinho na barriga e uma leve preocupação antes de viajar, ou então quando vai encontrar alguém pela primeira vez, apresentar um trabalho ou até mesmo fazer uma entrevista de emprego. Mas quando esse sentimento começa a sair do controle, é sinal que algo está errado.
O nosso corpo começa a nos avisar com pequenos sinais – sintomas como sudorese, insônia e medo. O problema é quando perdemos o controle da situação, e as preocupações começam a tomar rumos assustadores.
A rotina agitada de estudos de jovens nem sempre é levada a sério como deveria: por causa das demandas com estudos, estágios, trabalho, participação em eventos estudantis, muitas vezes, fazem com que se sintam pressionados diante da carga excessiva. Sim, estudar é tão estressante quanto trabalhar, e em alguns casos, até pior.
A pessoa quando percebe que tem algo de errado às vezes já está à beira de ultrapassar os seus limites. Mas o mal do século (assim como a ansiedade é considerada) não acomete somente jovens, crianças, adultos e idosos também têm tido casos cada vez mais recorrentes.
Entender o que dá gatilho para os episódios nem sempre é uma tarefa fácil. E isso é totalmente normal: às vezes vão ser sessões e sessões de terapia para começar a entender de onde essa preocupação vem.
O medo do futuro pode ser uma das causas da ansiedade – principalmente no meio estudantil, existe um receio diante dos próximos passos. A questão é que a gente não consegue controlar o futuro, e entender isso de forma rasa, é até tranquilo, mas para a nossa mente não é fácil.
Apesar do cuidado da saúde mental ser um tema mais debatido nos dias atuais, ainda é necessário destacar que esse cuidado deve ser constante.
É preciso entender que não se pode deixar o corpo pedir socorro para começar a se cuidar. O sentimento de angústia, coração acelerado e a mente totalmente a mil – a ponto de não deixar fechar os olhos por nem um segundo a noite – não é nada normal. Mas fique calmo que você não vai surtar.
O autocuidado começa em coisas simples na nossa rotina, refeições equilibradas, exercícios físicos, momentos de lazer, são essenciais para o equilíbrio do corpo e da mente.
Mas em situações de descontrole emocional, além disso, é preciso iniciar com os tratamentos psicológicos e médicos. Quando necessário, são prescritos medicamentos para auxiliar na recuperação. Independente da situação, priorizar a si mesmo é essencial para o bem-estar. Estar ansioso não faz ninguém menos inteligente ou capaz, começar entender isso é primordial para não se sentir inferior.
- A falta de credibilidade de doenças mentais como essa também é um fator preocupante.
A falta de atendimento psicológico em postos de saúde e ambientes escolares é uma temática que deve ser discutida. Todas as pessoas deveriam ter o direito de fazer um acompanhamento de qualidade para lidar com suas próprias emoções.
Mas em uma sociedade de tamanha desigualdade, problemas mentais são tidos como irrelevantes.
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