CRÔNICA: O QUÊ QUE EU FAÇO AGORA? 

depressão de doodle desenhado à mão e ilustração de pessoa confusa 13501266  Vetor no Vecteezy
Foto: arquivo de internet

Gabriela Lima 

Bom, estou naquela fase que começa logo após sairmos do útero, a fase do: “quê que eu vou fazer agora?”. Exageros à parte, depois que a gente vai longe para fazer faculdade e está na reta final dela, as dúvidas são mais recorrentes do que quando somos crianças, até porque as necessidades são outras.

Necessidade essa chamada: dinheiro, misturada com: satisfação pessoal. Então, estou aqui muito bem felizinha em São João del-Rei, namorando muito bem com um calourinho da Administração, mas parece que o dinheiro está longe dessa minha felicidade, longe do Campo das Vertentes.

Agora, com o quê quero trabalhar?

A princípio, nem eu sei. Só sei que não quero parar de estudar porque conhecimento para mim é vida.

Sei que adoro Minas e não sairia tão cedo de São João: acho que essa cidade tem muito a ser explorada e que, na verdade, estou apostando minhas fichas no Notícias del-Rei sim, para ser jornalista sim, e comunicóloga sim.

Porém, preciso de um “enquanto isso”, enquanto sou oficialmente universitaŕia, vida que não quero largar tão cedo porque ela é cheia de surpresas.

Para quê fui ouvir minha professora de que “ você é da área acadêmica”?

Agora estou me sentindo presa nisso e minhas dúvidas aumentam. Eu queria era unir o trabalho e academia. Me sentiria realizada e quem sabe essa dualidade  não se propõe para mim? Basta eu confiar nas divindades, porque por enquanto “só o tempo dirá”.

E o quê eu quero com o dinheirinho? Ah, comprar minha independência – praticamente, ter uma casa, comprar minhas coisas, pagar minhas coisas, ajudar em casa, nada muito extravagante, desde que bem acompanhada, porque não quero a asa dos meus pais, porém não quero ficar sozinha.  

Ou seja, enquanto não consigo comprar nada disso, a mesma pergunta que eu devo ter feito dia 21 de agosto de 2000, faço dia 19 de setembro de 2023: “que quê eu vou fazer agora?”. 

No entanto, quem sabe eu não volto na UFSJ contando o que houve comigo?

Sonho com isso, porque meus professores têm trajetórias para contar e os convidados deles também, queria ser um deles. 


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