Anna Carolina Gomes
Devido a campanha iniciada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o mês de setembro simboliza a campanha de prevenção ao suicídio e pauta questões relacionadas à saúde mental. Esses debates circulam em diversas camadas sociais com o objetivo de alertar a importância de procurar ajuda e numa tentativa de romper tabus sobre esse assunto.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo, ao mesmo tempo que é também o quinto mais depressivo. Dados alarmantes que se cruzam com a realidade de um país violento e desigual, onde a meritocracia é repassada como um ditado popular. Tal perspectiva não corresponde com a realidade nacional, já que crianças e jovens desde cedo assumindo responsabilidades financeiras dentro de suas casas, tendo sua infância e juventude violadas por um fator socioeconômico.
Uma maneira de amenizar as consequências dos fatos apresentados pode ser resumida em uma palavra: acolhimento.
Desde que nascemos, estamos sujeitos ao regime das instituições, família, escola, trabalho e o Estado. O entendimento do funcionamento delas é essencial para analisar as relações humanas. Por conta disso, assumem um papel fundamental na questão do combate ao suicídio.
Analisar os sinais é muito mencionado, mas esse assunto vai muito além disso. A angústia, a falta de perspectiva e o cansaço vão muito além de uma expressão facial. Lidar com as obrigações cotidianas pode ser um grande gatilho.
Um exemplo disso é uma pesquisa realizada pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) em 2018 sobre o perfil socioeconômico dos alunos de graduação das universidades federais. Dos 424 mil respondentes, 83,5 % afirmam passar por dificuldades emocional, enquanto 8,5% já pensaram em suicídio e 10,8% sobre ideias de morte.
Com esse assunto em pauta, prioritariamente no mês de setembro, as universidades federais utilizam ferramentas para reverter essa problemática.
Algumas instituições, como a Universidade Federal do Ceará (UFC), estão promovendo ações para discutir o tema através de rodas de conversas, palestras e atividades.
Adotar métodos descontraídos é uma solução para tornar o ambiente, um espaço criativo e de desenvolvimento de novos hobbies.
Se cuida!
Se você tem algum pensamento desse tipo, ou conhece alguém que tem, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), com uma ligação para o número 188.
Imagem de destaque: reprodução / banco de imagens
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