Lucas dos Santos Anjos
Na década de 1960, o termo infoxicação foi criado pelo físico Alfons Cornella para designar o excesso de conteúdo e informação consumido diariamente pela população. Chamada de “era da midiatização”, o excesso de conteúdo midiático vem afetando de forma negativa os grandes fanáticos por tela. Canais de comunicação, como jornais, plataformas digitais, redes sociais e podcasts são estímulos expressivos, praticamente impostos em todos os ambientes. Em setembro de 2015 o sociólogo Zygmunt Bauman já abordava os efeitos da midiatização. Em uma oportunidade de fala no evento Educação 360, Bauman diz: “é preciso trabalhar a capacidade de se manter focado”.
Já foi comprovado que o excesso de informação pode desencadear uma série de transtornos psicológicos, como ansiedade, estresse e crise de pânico. Como se manter saudável mentalmente é o questionamento que fica.
Atualmente com as plataformas de streaming como TikTok, Kwai e Instagram se consolidando como os principais meios de fomentar a indústria capitalista. O acesso às redes midiáticas se torna a principal fonte de trabalho, estudo e lazer, tornando quase que impossível ter uma qualidade de vida distante das telas, como atingir um consumo razoável das redes é o principal enfoque no artigo de hoje.
Os demais exemplos de como o excesso de conteúdo midiatizado, pode acabar afetando tanto a saúde física, quanto a saúde mental também, é o fator pós pandemia de 2020, quando se observa cada vez mais o número de pessoas com ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e perda de foco, não como um fator 100% responsável por essas doenças, mas grande parte se da pelo neurotransmissor chamado de “dopamina” ,responsável por levar informações do cérebro para as várias partes do corpo.
O uso desmedido de tela e midiatização gera graves impactos, na saúde mental, no desenvolvimento cognitivo de crianças e na qualidade das relações humanas. Quando se pensa em maneiras para reverter esse quadro atual, fala-se muito sobre campanhas de promoção à vida offline, políticas públicas que oferecem guia para o consumo correto das telas para crianças e adolescentes. E também o monitoramento dos pais é de extrema importância na saúde mental de seu filho.
De fato a era digital está longe de acabar, dado o tamanho da influência que a tempestade de informação tem no mundo. Cabe a nós, mentes reflexivas, nos policiarmos e desenvolvermos novos métodos de filtrar com qualidade os conteúdos que chegam até nossas telas.
Supervisão: Paulo Henrique Caetano
Edição: Arthur Raposo Gomes
Imagem de destaque: reprodução / banco de imagens – Freepik
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