EMPREENDEDORISMO UNIVERSITÁRIO: EMPRESA JÚNIOR DE ENGENHARIA ELÉTRICA DA UFSJ SUPERA A MARCA DE 100 MIL  REAIS DE FATURAMENTO

Giulianna Andrade e Livia Fernandes

A Empresa Júnior de Engenharia Elétrica, vinculada à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), está chamando a atenção no cenário universitário e empresarial da região, evidenciando um crescimento notável nos últimos anos. Em 2024, alcançou um faturamento de 100 mil reais, superando a meta anual de aproximadamente R$ 30 mil. Este marco não apenas destaca a capacidade de gestão da equipe, mas também representa o valor mais alto já registrado desde sua fundação.

Em contraste com 2022, um ano desafiador que resultou em um faturamento de R$ 6 mil, a organização conseguiu reverter essa situação em um intervalo de dois anos. O crescimento expressivo reflete o esforço e a dedicação dos integrantes, consolidando-a como uma referência tanto no âmbito acadêmico quanto no mercado. O sucesso alcançado em 2024 abre portas para novas oportunidades e desafios, sinalizando uma nova era para a iniciativa.

A empresa júnior

Criada para proporcionar aos estudantes uma vivência prática no mercado, a EJEL ultrapassou suas metas anuais de faturamento e de projetos realizados, consolidando-se como um modelo de empreendedorismo dentro da universidade. Diretor-presidente e diretor de marketing na atual gestão,  Rodrigo Vieira, afirma que os resultados foram fruto de um planejamento estratégico e de melhorias na integração dos membros, realizadas de forma gradual e com trabalho em equipe.

A empresa júnior, formada por alunos do curso, desenvolve serviços e soluções para clientes da região, nas áreas de eficiência energética, automação e infraestrutura elétrica. O objetivo é criar uma ponte entre o conhecimento acadêmico e as necessidades do mercado, oferecendo experiências práticas para os futuros engenheiros.

Em entrevista, Rodrigo cita: “foi muito alinhamento que nós tivemos pra estar conseguindo alcançar os resultados.” Ele também menciona a importância dos dias de imersão dos diretores: “Então, foi uma imersão do dia inteiro, começou oito da manhã, a gente saiu daqui só oito, nove horas da noite. E foi muito focado em tudo que a gente podia fazer, como podíamos organizar essa imersão e a estratégia que nós tínhamos que tomar”.

Além de proporcionar uma experiência prática para os estudantes, as empresas juniores desempenham um papel importante no incentivo ao empreendedorismo universitário e na aproximação entre comunidade acadêmica e mercado. Ao impulsionar o desenvolvimento de habilidades profissionais e gerenciais, as EJs ajudam a formar profissionais mais preparados para lidar com o mercado.

“A maior dificuldade do ser humano é se relacionar com pessoas, principalmente no meio profissional. E você pode ter certeza que o quanto mais cedo a gente tiver contato, aprender como tratar as pessoas e como ser tratado, como respeitar e ser respeitado, a gente não deixa acontecer certas coisas no mercado de trabalho. Muito da minha postura que eu tenho hoje é porque a EJEL me ajudou. A gente, como empresa júnior, te mostra que não precisa ser tão difícil e que podemos lidar de outras maneiras. Enriquece muito no pessoal e no profissional, a gente começa a entender além.”, conclui o diretor-presidente Rodrigo Vieira.


Edição: Arthur Raposo Gomes

Imagem de destaque: Reprodução / arquivo EJEL

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