GRUPO DE PESQUISADORES DA UFSJ ESTUDA PLANTA COM PROPRIEDADE CURATIVA

Bruno Henrique e Juarez Cruz

Um grupo de pesquisadores da UFSJ está investigando propriedades terapêuticas de plantas. Coordenado pela professora Flávia Horta, o Laboratório de Patologia Experimental (LAPAE), atualmente, realiza diversas atividades e parte de sua análise tem foco nas propriedades curativas de plantas.

Mateus Oliveira Alves é estudante de Ciências Biológicas e membro do LAPAE. O discente é bolsista de Iniciação Científica através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e faz parte da subdivisão que analisa a eficácia da planta, que o nome ainda segue em sigilo a pedido, na cicatrização de feridas cutâneas em camundongos.

À reportagem, o estudante explica que o extrato é produzido no campus de Divinópolis da Universidade e utilizado em diferentes grupos heterogênicos de camundongos – geralmente grupos de 90 animais dessa espécie.

Como funciona a pesquisa

Para o experimento, é feita a separação em diferentes grupos, sendo o tratamento dividido em um dia, sete, 14, 28 e 60 dias. Cada grupo de seis camundongos passa pelo processo de cicatrização. No dia da cirurgia, tira-se a ferida, uma foto e em seguida é aplicado o extrato. Depois é analisada a diferença entre os grupos que ficaram um dia, sete, 14 e 28 dias, fazendo esses dias para que seja observada as possíveis alterações e qual o efeito do extrato de acordo com cada tempo.

Mateus pontua que a etapa de aplicação do extrato é realizada pelos mestrandos e que sua participação se encontra em um processo mais específico.

“Nessa iniciação, vou ser responsável pela contagem de mastócitos, que são uma célula do tecido conjuntivo próprio presente no processo inflamatório. Então, eu realizo a contagem dessas células nos tecidos que estão passando pelo processo de cicatrização, tanto com ou sem a aplicação do extrato. Depois que é feita as lâminas desses grupos, a cirurgia e a eutanásia desses animais, tem a coleta do material biológico. Faço a análise dessas lâminas e procuro pelos mastócitos, fazendo a contagem em todas as lâminas. Vejo qual é a alteração da quantidade de mastócitos presentes e o que que isso tem a ver com o processo de cicatrização. Se altera alguma coisa no extrato”, discorre.

O pesquisador ressalta que o projeto é extenso, realizando outras pesquisas e contextualiza que sua participação contribui para ajudar nas estatísticas, ressaltando a importância de se contabilizar diferentes dados para que no final possa se chegar a um resultado mais preciso.


Edição: Arthur Raposo Gomes

Imagem de destaque: arquivo

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