Felipe Rocha e Rafael Alonso
Projeto de extensão da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), o CineClube Galeria foi idealizado por docentes do departamento do curso de Comunicação Social -Jornalismo, tendo o professor João Barreto da Fonseca como coordenador-geral, em conjunto com as professoras Vanessa Maia e Kátia Lombardi.
O programa consiste em sessões de cinema mensais e gratuitas realizadas na Galeria Adro+ Espaço Cultural, localizada na Rua Getúlio Vargas, em São João del-Rei. Todas são acompanhadas de um debate entre professores e alunos, a fim de estimular o pensamento crítico sobre o audiovisual.

As exibições inovam ao priorizarem filmes raros e de arte, que não sejam comerciais e suas mais variadas manifestações tais como documentários, produções independentes e realizações de países periferizados, além de filmes que marcaram a história do cinema por sua importância temática ou por ter contribuído para o desenvolvimento da linguagem cinematográfica. O objetivo principal é tornar esses produtos culturais acessíveis à comunidade acadêmica e aos moradores da região, promovendo um encontro entre eles.
Questionado sobre a origem do projeto, o docente João Barreto explica: “o CineClube surgiu a partir de um convite de um professor de Artes Aplicadas, o Ricardo Coelho, que perguntou se eu gostaria de fazê-lo na Galeria Adro. Aí eu consultei meus pares que sempre fazemos coisas juntos: a Kátia Lombardi e a Vanessa Maia. E, assim, foram surgindo ideias e eu fui incorporando os professores e os alunos interessados a participar”. O coordenador ainda afirma que, inicialmente, não houve um processo seletivo para a entrada dos discentes, mas devido à demanda alta, será necessário fazer isso, pois o espaço é limitado.
João Barreto conclui elucidando o significado do CineClube na jornada acadêmica dos discentes: “o projeto é pedagógico não somente no sentido de apresentar os filmes, mas também de treinar algumas habilidades relativas à comunicação, é um tipo de laboratório, onde exercitamos a escrita por meio de críticas e outros textos jornalísticos”.
Vanessa Maia, coordenadora-adjunta, aposta na potencialidade do cinema para compor o CineClube: “o cinema é uma experiência rica, ele oferece para gente visões de mundo, visões de sociedades, ele dá para gente a experiência das pessoas lidando com seus problemas, seus conflitos”. Então, acho que o objetivo maior do projeto de extensão foi, a partir do encontro da comunidade, ver na tela do cinema as experiências vividas pelas histórias, pelas pessoas, e que isso faz um eco na vida da gente, porque são experiências que nós também temos, a nossa condição de humanos”.
Kátia Lombardi, também coordenadora-adjunta, comemora a realização do CineClube ao abordar sua relação com a linguagem visual: “a imagem, de maneira geral, é o meu campo de trabalho e de pesquisa. Além da disciplina de Fotojornalismo, ministro as disciplinas de Comunicação e Imagem e Comunicação e Arte. Todas elas têm relação com o cinema, fotografia e o audiovisual. Também considero extremamente importante a exibição de filmes clássicos e que trazem reflexões sobre problemas cotidianos, políticos e sociais, além de agregarem valores estéticos. A extensão nos permite explorar todo esse universo, todos juntos, professores, estudantes e comunidade. Isso é enriquecedor.
Vitor Ramiro, estudante de Comunicação Social – Jornalismo, celebra sua participação e justificou seu interesse ao ingressar no projeto: “estou adorando. Eu sempre fui bem entusiasta de cinema, já participei de várias oficinas de audiovisual e de vários projetos de cinema ao longo da minha vida. Desde que eu entrei na universidade eu tive vontade de participar de alguma extensão voltada para o jornalismo cultural e essa foi uma oportunidade”.
Ele também exalta a importância do programa para sua trajetória acadêmica: “o contato diversificado que o projeto faz a gente ter com diferentes áreas da comunicação para mim é crucial, desde produzir um vídeo, até escrever um texto, cuidar das redes sociais, etc, acho que é uma oportunidade ótima para eu me desenvolver enquanto jornalista e admirador do cinema também”, ressalta.
Edição: Arthur Raposo Gomes
