ATLETA MINEIRO SE CLASSIFICA PARA O MUNDIAL DE TRIATHLON

Gabriela Moraes, Kayc Keven
e Otávio Rezende

No último mês de junho, ocorreu a etapa única de Cross Triathlon do “Brasil Super Séries Multiesportes 2024”. O evento foi organizado pela Federação Baiana de Triathlon (Febatri) e pela Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri). Um dos participantes foi Daniel Gomes, que pratica o esporte há mais de dez anos e obteve classificação para a edição mundial, depois de conquistar o segundo lugar no Circuito Brasileiro.

“É sempre um desafio enfrentar uma preparação de um ano para competir uma única prova. São inúmeros imprevistos que acontecem nos âmbitos familiar, profissional e pessoal que refletem na preparação para a prova alvo. Sem contar que planejando uma prova principal devemos nos abster de diversas competições que gostaríamos de participar. A prova de Cross Triathlon em Rio de Contas, na Bahia, tinha um significado especial para mim pois no ano passado eu não consegui terminar a prova por causa da temperatura da água e esse ano eu tinha compromisso comigo mesmo em ter um bom resultado”, afirma Daniel.

A prática do Triathlon

O Triathlon e suas variações, como o Cross Triathlon, não têm tanta fama no Brasil, mas já são praticados a muitos anos, tendo até mesmo sua participação nas Olimpíadas desde 2000 (confira as regras do triathlon olímpico aqui) .

Daniel comentou sobre a prática do esporte no Brasil e o que é necessário para se iniciar: “apesar de o Triathlon ter surgido nos EUA em 1974, no Brasil ainda é pouco praticado. E vejo que muitas pessoas têm dúvidas e até receio de praticá-lo. Mas costumo dizer que não é um ‘bicho de sete cabeças’. Nós não fazemos nada diferente do que fazíamos na infância. Que é correr, nadar e pedalar. Basta começar devagar, em distâncias pequenas que sem perceber você se torna um triatleta.”

Preparação para o mundial

A conquista do segundo lugar também deu a Daniel a oportunidade de competir no mundial de Pontevedra em 2025, na Espanha. Em entrevista, ele comenta sobre suas expectativas para a competição: “a preparação já começou. São diversas etapas do treinamento que vão desde a perda de peso, ganho de resistência e velocidade e um cuidado integral com o corpo. Envolvendo uma preocupação com o sono, alimentação, descanso e os treinamentos que ocupam os sete dias da semana.”

Foto: arquivo pessoal

Futuro da carreira

“Eu sempre sonhei em ser campeão mundial e essa é uma meta que vamos perseguir a partir de agora”, reflete.

Foto: arquivo pessoal

A classificação para o mundial é um passo importante para conquistar seu sonho, mas o Cross Triathlon não é sua única categoria, ele já se classificou para 3 modalidades e ainda projeta mais duas para competir.

“Iniciei o ano com a meta de me classificar para 5 modalidades no mundial do ano que vem. Já me classifiquei para o Aquabike, em São Paulo (…) para o Long Distance, que aconteceu no Ceará, (…) e por último para o Cross Triathlon na Bahia (…). Ainda falta uma prova de Aquathlon que acontecerá no Espírito Santo, (…) e o Duathlon que acontecerá em São Paulo (…)”, desxreve.

O apoio na jornada

“Por fim, gostaria de ressaltar que nunca corro sozinho, apesar de me verem sozinho por 10 segundos em um pódio, durante um ano inteiro de preparação tem muita gente ao meu lado: família, amigos, treinador, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, preparador físico, patrocinadores e apoiadores. Aos quais deixo minha gratidão. Em especial ao Clube Dom Pedro II, Clínica Júlio Borba, Pedreira Um Valemix e Grupo Santos”, finaliza.

Foto: arquivo pessoal

Saiba mais

O Cross Triathlon consiste em uma modalidade de triathlon “off-road”, onde as provas são disputadas em meio a natureza.

O percurso atual inclui uma natação de 1 km em águas abertas (rio, lago, represa ou mar), um pedal de mountain bike de 20 a 30 km e uma corrida de montanha entre 6 e 10 km.

Clique aqui e acesse o site da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri).


Edição: Arthur Raposo Gomes

Imagem de destaque: arquivo pessoal

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