Maiara Maia
A etapa da Stock Car, que acontecerá em Belo Horizonte no mês de agosto, tem deixado os fãs de automobilismo entusiasmados, mas também gerado preocupações significativas. Embora a realização da corrida possa trazer visibilidade e recursos econômicos para a cidade, é necessário considerar os riscos envolvidos, especialmente quando esses eventos ocorrem em áreas de grande importância.
A execução da corrida carrega com si diversos impactos sociais e ambientais, e entre eles destaca-se a preocupação com o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O local planejado para a corrida é muito próximo ao hospital, o barulho intenso e contínuo gerado pelos carros de corrida pode causar estresse significativo aos animais internados, colocando em risco a saúde e o bem estar deles.
Outro ponto a mencionar é a dificuldade do acesso à área hospitalar, uma vez que, a dificuldade de deslocamento pode complicar a chegada de emergências e do transporte dos animais necessitados.
Ainda que a realização da corrida gere recursos na economia local, faz-se necessário muitas mudanças urbanas para sediar um evento dessa magnitude.
E mudanças que por vezes também carregam impactos negativos, como por exemplo, o recente corte de dezenas de árvores para a construção da infraestrutura temporária para o evento. Os recursos municipais destinados à organização do evento poderiam ser utilizados em melhorias permanentes para a cidade ou até mesmo em áreas prioritárias, como saúde e educação.
Por fim, considera-se que a Stock Car em Belo Horizonte apresenta sim riscos significativos que não podem ser ignorados. A poluição sonora, a ameaça aos animais e os impactos ambientais são questões sérias que comprometem a cidade.
É fundamental que Belo Horizonte reconsidere a localização do evento, buscando alternativas que promovam o desenvolvimento esportivo sem colocar em risco a saúde animal e o bem-estar da comunidade.
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