Letícia Campos
“Após o termino do campeonato, vemos que foi algo muito bom, momentos que vivemos em família, perdendo ou ganhando, pais, mães, filhos, sobrinhos, etc estavam lá, torcendo por nós. Foi algo que encheu o coração de muitas meninas para participar, pois ali se tornamos família e quando se entra em quadra todas esquecem os problemas lá fora. É algo que alegra o dia de qualquer um” – Samira Campos, presidente da Equipe de Futebol Feminino “Soccer Girls”.
Muito se tem discutido sobre o papel da mulher na sociedade. Na participação em competições de futebol não seria diferente. De acordo com uma pesquisa do Datafolha, de 17 de agosto de 2023, apesar do crescimento, o número de mulheres que praticam esse esporte é de 6% em todo o Brasil.
No que se refere à futebol feminino, o primeiro clube brasileiro a ter um time foi o Araguari Atlético Clube, na década de 70 com a união de mulheres que foram à campo desobedecendo leis e quebrando tabus da época. Outro ponto importante é que a maior artilheira da Seleção Brasileira feminina é Marta, com 119 gols pelo Brasil.
Também, é importante ressaltar que a participação das mulheres em esportes, especialmente no futebol vem crescendo; tem-se organizado mais torneios nesta categoria. Por exemplo, em Entre Rios de Minas, aconteceu o 1° Campeonato de Society Feminino. Os jogos ocorreram aos sábados do mês de junho e julho de 2024.
“Entre um sonho e outro, existe muitos sonhos escondidos por aí atrás de cada menina, mulher, mãe. Um sonho que não e tão valorizado”, disse Samira Campos, fotógrafa e presidente do time “Soccer Girls”.
Portanto, torna-se necessário incentivar esses eventos, dar mais visibilidade para tantas meninas talentosas que almejam o mínimo reconhecimento.
“Não vai ter uma Formiga para sempre. Não vai ter uma Marta para sempre. Não vai ter uma Cristiane. E o futebol feminino depende de vocês para sobreviver”, reforçou Marta em entrevista à Brasil de Fato, em 23 julho de 2023.
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