Jackeline Souza
“Estudo sobre a percepção dos pedestres em relação às condições de deslocamento a pé em São João del-Rei (MG)”: esse é o título do estudo desenvolvido atualmente pela graduanda em Engenharia Urbana, Maria Clara Antunes Líbero.
Formanda na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Maria Clara explica ao Notícias del-Rei que o foco é levantar os pontos de vista de pessoas com mais de 18 anos que já caminharam pelo centro histórico de São João del-Rei – podendo ser moradores da cidade ou não.

Ela revela que a escolha do tema surgiu a partir da própria percepção sobre a baixa participação social na construção de políticas públicas de mobilidade urbana, comprometendo as tentativas de melhorar a qualidade dos deslocamentos da população.
Maria Clara diz entender que da mesma forma em que a mobilidade urbana é essencial, a preservação do patrimônio cultural e histórico também é, por isso se faz necessário saber como a população enxerga essa demanda. Com foco em compreender as condições em que se realizam os deslocamentos a pé, a pesquisa se direciona para a própria população.
Maria Clara elenca alguns detalhes: “o centro histórico, datado de meados do século XVII, com construções barrocas, foram ‘projetadas’ para as funcionalidades da época, com transporte a cavalo e pouca estrutura para a mobilidade a pé”.
“Além disso, o tombamento como patrimônio histórico e as legislações que são vigentes nessas áreas dificultam a mudança no planejamento urbano em detrimento do pedestre”, completa.
Outras cidades
Esta mesma pesquisa aconteceu na cidade de Ouro Preto e deve ocorrer também em Mariana.
Ao explicar o motivo da escolha de tais localidades, a universitária justifica que a seleção dos municípios se dá pelas características históricas que se agravam pelas limitações impostas pela legislação de preservação do patrimônio histórico vigente e as dificuldades de mobilidade.
Outro fator considerado é a alta demanda de turistas nessas cidades e a necessidade de uma infraestrutura que seja agradável e acessível para o caminhar melhoraria essas condições, o que afetaria diretamente a economia local e própria população.
Resultados prévios
Ao analisar os resultados que está recebendo, já é possível encontrar algumas semelhanças entre os municípios mapeados, sendo elas: os indicadores de iluminação e visibilidade foram classificados como os mais importantes para o caminhar no local. A existência de vitrines e uso misto do solo foram os indicadores considerados menos relevantes para o deslocamento a pé nessa região de estudo.
Sobre o grau de impacto, constatou-se que os desníveis na calçada e topografia foram considerados grandes aspectos negativos para o deslocamento.
Outro diagnóstico é que os indicadores de comprimento do quarteirão e cruzamentos foram classificados como menos impactantes para a caminhada no centro histórico da sede de Ouro Preto.
Com esses resultados, pretende-se comparar os resultados entre as cidades históricas e, assim, propor soluções urbanísticas exclusivas para cada local.
Essa análise permitirá identificar as áreas que mais afetam a experiência do pedestre. Em seguida, ela aponta que presente apresentar, à administração municipal, uma demonstração quantitativa das melhorias que podem ser implementadas com base nesses indicadores.
Divulgação dos resultados
Além disso, os resultados serão divulgados de maneira abrangente: incluindo o envio de informações por e-mail, a publicação no site da Engenharia Urbana da UFOP e nas redes sociais associadas ao curso de graduação deste projeto final de curso, Engenharia Urbana, e do projeto Pílulas da Mobilidade (@engenhariaurbana.ufop e @pilulasdamobilidade).

Serviço
O tempo estimado para responder o formulário é de 15 minutos: a pessoa pode sair a qualquer momento caso não se sinta segura ou a vontade de continuar.
Para acessar o link, clique aqui.
Edição: Arthur Raposo Gomes
Imagem de destaque: Arthur Raposo Gomes
