
Víctor Fontes
A Prefeitura Municipal de São João del-Rei suspendeu as aulas nas escolas municipais a partir desta quarta (dia 25). A medida estará em vigor até o dia 06 de novembro e foi motivada pela morte de três crianças – duas de 10 anos e uma com três – nos últimos dois meses, com suspeita de infecção pela bactéria Streptococcus pyogenes.
Segundo informado, em nota, pela Secretaria de Saúde, os exames ainda estão sendo analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Contudo, os resultados ainda não têm previsão de serem divulgados.
De acordo com o superintendente de Comunicação da administração municipal, Tovar Luiz, a suspensão das aulas na rede municipal é uma medida cautelar para reduzir a preocupação dos pais.
“Está decidido que as escolas municipais estarão fechadas para que recebam uma espécie de desinfecção, dedetização e uma limpeza generalizada”, elenca.
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Manifestação na Câmara

Nessa segunda (dia 23), mães, familiares e parentes de crianças que estudam na rede municipal se organizaram em grupos no WhatsApp em busca de informações e visando promover um ato por deliberações quanto a situação.
Na manhã desta terça (dia 24), ocorreu uma manifestação de dezenas de mães e pais de alunos da cidade na Câmara Municipal.
Os manifestantes presentes questionaram os vereadores e representantes da pasta da saúde sobre a falta de médicos pediatras nos hospitais de São João del-Rei, uma vez que mais crianças estão apresentando sintomas comuns da infecção, como amigdalite, febre, vômito, manchas ou erupções na pele.
“A gente chega na UPA com as crianças e nos encaminham para a Santa Casa da Misericórdia, mas lá nos informam que não possuem pediatras. Tive que levar meu filho para ser atendido em Barbacena”, disse uma mãe durante o protesto.
A responsável pelo Setor de Epidemiologia de São João del-Rei, Michele Nascimento, confirmou uma das crianças internadas no município está com a bactéria mencionada.
Recomendações
Diante da situação, a Secretaria de Saúde de São João del-Rei aconselha pais ou responsáveis a buscarem atendimento médico para as crianças em caso de qualquer sintoma.
Além disso, a pasta recomenda medidas protetivas como: higienização das mãos, uso do álcool 70%, não compartilhamento de objetos pessoais (copos, garrafinhas, talheres, etc.) e manutenção do esquema vacinal de acordo com o calendário nacional de imunização.
Edição: Arthur Raposo Gomes
