ARTIGO: O FENÔMENO “BARBIE” E O ÓDIO AO PÚBLICO FEMININO

Helena Serpa

O cenário contemporâneo das mídias e do entretenimento tem sido marcado por uma notável evolução no que diz respeito à representatividade feminina. No entanto, essa evolução não tem ocorrido sem obstáculos consideráveis. Uma tendência preocupante que tem emergido é o ódio dirigido a produções voltadas para o público feminino, um fenômeno que merece nossa atenção crítica.

Filme de Greta Gerwig

O lançamento do filme Barbie, com Margot Robbie no papel principal e sob a direção de Greta Gerwig, gerou uma onda de críticas inesperadas, muitas delas permeadas por um profundo preconceito de gênero.

Enquanto alguns alegam que a escolha da protagonista e da diretora foi motivada por agendas feministas, outros acusam a produção de distorcer a mensagem da boneca icônica.

É importante entender que, ao trazer Margot Robbie e Greta Gerwig para o projeto, a produção procurou talento e experiência, independentemente do gênero. Isso reflete uma tendência na indústria cinematográfica de dar espaço a mais vozes femininas, o que é um passo na direção certa para um setor historicamente dominado por homens.

As críticas infundadas ao sucesso do filme “Barbie” destacam a resistência à igualdade de oportunidades para mulheres em posições de destaque na indústria do entretenimento.

Mulheres e o estigma nos esportes

Outro campo em que o ódio injustificado se manifesta é o mundo dos esportes. As mulheres que se destacam em esportes tradicionalmente considerados masculinos muitas vezes enfrentam uma onda de críticas cruéis e injustas.

Isso se reflete na forma como suas habilidades são menosprezadas e em como são frequentemente questionadas em relação à sua feminilidade, como se o gosto por esportes fosse determinante da identidade de alguém.

Essa atitude prejudicial não apenas desencoraja as mulheres a seguirem suas paixões no mundo esportivo, mas também perpetua estereótipos de gênero prejudiciais que limitam a liberdade de escolha das mulheres

Para pensar…

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Para avançarmos como sociedade, devemos reconhecer o ódio injustificado dirigido a produções voltadas para o público feminino e às mulheres que escolhem seguir seus interesses, independentemente de estereótipos de gênero.

É fundamental que promovamos o diálogo construtivo e a empatia, ao invés de alimentar o ciclo de ódio e divisão”

As produções voltadas para o público feminino e as mulheres no mundo dos esportes são importantes para uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

Precisamos apoiar e celebrar a diversidade de interesses e paixões que cada indivíduo pode ter, independentemente de seu gênero. Somente assim poderemos construir um mundo mais justo e respeitoso para todos.


Imagem de destaque: Divulgação / Warner Pictures

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